«As pessoas estavam maravilhadas com o Seu ensino. Qual era
a novidade que Jesus pregava? O que dizia de novo? Jesus não fazia outra coisa
senão repetir o que já havia anunciado por meio dos profetas. Mas as pessoas
ficavam surpreendidas porque Jesus não ensinava com os métodos dos doutores da
lei. Ensinava com a Sua própria autoridade; não como rabino, mas como Senhor.
Ele não falava referindo-se a outro maior do que Ele. Não, a palavra que
anunciava era a Sua própria palavra; e se, ao fim e ao cabo, usava essa
linguagem cheia de autoridade, é porque afirmava que estava presente n'Ele
Aquele de quem falava por meio dos profetas: "O meu povo conhecerá o meu
nome; nesse dia compreenderá que era Eu que dizia: 'Aqui estou!'" (Is 52,
6)» (São Jerónimo)
«Quando Paulo diz ao seu discípulo: Vai ensinar tudo isso,
reprovando com toda a autoridade, não é sua intenção inculcar uma regra baseada
no poder, mas uma autoridade baseada no comportamento. Na verdade, a maneira de
ensinar algo com autoridade é praticá-lo antes de ensiná-lo, uma vez que o
ensino perde toda a garantia quando a consciência contradiz as palavras,
portanto, o que aconselha não é uma maneira de falar arrogante e altiva, mas a
confiança que infunde um bom comportamento. É por isso que também encontramos
escrito acerca do Senhor: ensinava como quem tem autoridade, e não à maneira
dos escribas. Ele, de facto, de modo único e singular, falava com autoridade,
no verdadeiro sentido da palavra, já que ele nunca cometeu mal algum por
fraqueza. Ele teve pelo poder da Sua divindade o que nos comunicou a nós pela
inocência da Sua humanidade» (Sãoao Gregório Magno).

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