Existem algumas estratégias testadas e aprovadas para moldar
o caráter das crianças com os valores humanos e religiosos.
1. Conversar sobre os acontecimentos familiares do dia e acerca
das notícias locais e mundiais
Os tempos em conjunto na família – à mesa, na sala, as
viagens, as orações, por exemplo – são propícios para perguntar e comentar
acerca do que acontece no dia a dia de cada membro e no mundo. Isso ajuda a
desenvolver o pensamento e a preocupação com o próximo, isto é, a empatia.
2. Se é importante para os outros, dizer-lho
Existem pessoas que não são capazes de visitar um doente no
hospital, de ir ver um preso à prisão, de dar os sentimentos a alguém que
perdeu um familiar, de felicitar os aniversariantes… Muitas vezes escondem-se
na afirmação: «Pensarei nele; rezarei por ele.»
Todavia, os visados não adivinham, e não o sentirão se isso
não lhes for dito.
A simpatia para com os conhecidos e, sobretudo, para com os
desconhecidos não surge espontaneamente, mas por meio de gestos continuados. E
aprende-se ao vê-los ser exercitados e ao ser animado a ser perseverante na sua
prática.
3. Mostrar como lidar com os problemas
Ajudar a fazer um exame da situação: o que está mal, qual a
raiz do problema e fazer o filme de cada decisão considerada, para ver de que
modo pode afetar ou vai afetar a vida pessoal e de outras pessoas. Realçar que
qualquer decisão pessoal pode contar com o apoio de outros ou, pelo menos, com
o exemplo de alguém.
4. Fazer da generosidade e da gratidão uma rotina
Pesquisas concluíram que as pessoas que são prestáveis – que
têm o hábito de estar sempre prontas para ser úteis – e generosas, também são
mais felizes e saudáveis e perdoam mais facilmente.
Os especialistas recomendam, então, que os pais animem os
filhos a ocupar-se de algumas tarefas domésticas, a que peçam ajuda aos irmãos
ou os ajudem, e que elogiem apenas atos incomuns de bondade.
5. Verificar as motivações dos filhos
Há quem faça o bem esperando algum tipo de recompensa. Há
quem faça bem a uns e não a outros por motivos ideológicos, religiosos ou
preconceitos. Há quem seja ingénuo ao ponto de abusarem da sua bondade. Há quem
exceda os limites razoáveis do amor ao próximo, pondo em risco a sua segurança e
vida.
6. Mostrar que o mundo é maior do que o umbigo
O amor vai crescendo e ampliando-se com o passar dos anos e
com as novas experiências de vida. Se o primeiro amor de cada ser é para a mãe,
que lhe deu a vida, e em seguida, se alarga ao pequeno círculo dos familiares e,
depois, aos amigos, o grande desafio da vida é querer bem às pessoas que estão geograficamente
e, até, social e culturalmente distantes.
7. Mostrar que o importante é invisível e inqualificável
É mais fácil criar os filhos garantindo-lhe o que comer,
beber, vestir, como se instruir, ter saúde, do que ensinar-lhes a ser carinhosos,
respeitosos, éticos. Será sempre um trabalho árduo e inacabado. Todavia, os
bens materiais são limitados e, normalmente, são distribuídos entre os mais
próximos; já os bens imateriais – o bom nome, as boas acções – podem chegar a
todos e a qualquer parte do mundo, nunca se extinguindo – nem mesmo com a
morte.
Adaptação de Aleteia

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