A página na Internet https://www.istoedinheiro.com.br, em março de 2015, fazia referência ao livro Lidere com Humildade, do americano Jeffrey A. Krames, em que descreve o que os homens de negócios podem aprender com o Papa Francisco. Deu-lhe como título «12 lições de liderança do Papa Francisco».
1 – Lidere com humildade
O Papa Francisco acredita que a humildade autêntica capacita os líderes como nenhuma outra qualidade de liderança. “Se conseguirmos desenvolver uma atitude verdadeiramente humilde, poderemos mudar o mundo”, escreveu ele, antes de se tornar papa.
2 – Exale o cheiro do seu rebanho
Significa mergulhar de maneira profunda e expressiva no grupo que lidera ou pretende liderar. Não é por acaso que Jorge Bergoglio era conhecido como “Bispo dos pobres”, em virtude da sua atuação marcante nas favelas argentinas.
3 – Quem sou eu para julgar
Em julho de 2013, o Papa Francisco concedeu uma entrevista coletiva no voo de volta do Rio de Janeiro. Perguntado sobre o lobby gay, ele respondeu. “Um gay em busca de Deus, que tem boa vontade… bem, quem sou eu para julgá-lo?” Com essa afirmação, o Ppapa Francisco aponta para uma importante distinção entre “julgar” e “avaliar” as pessoas. Só um poder mais elevado do que o papa pode julgar uma pessoa.
4 – Não mude, reinvente
Desde que foi eleito, o Papa Francisco tem enfrentado temas espinhosas para a Igreja Católica, como o divórcio e a união homossexual. Em todos eles, nunca se esquivou de dar uma resposta, embora não tenha mudado nenhuma diretriz por parte do Vaticano. Pelo menos, em muitas ocasiões, deixou as portas abertas para discussão sobre esses temas polémicos.
5 – Priorize a inclusão
Desde os seus primeiros dias como papa, a maior prioridade de Francisco foi tornar a Igreja Católica mais inclusiva. A busca da inclusão esteve no centro da maioria de suas principais decisões no seu primeiro ano como chefe da Igreja.
6 – Evite o isolamento
Para o Papa Francisco, o diálogo é a chave para derrubar muros. Ele, por exemplo, criou um órgão consultivo formado por nove cardeais do mundo todo, apelidado de C-9, o que demonstra a sua preocupação sobre a importância de se expor a diferentes pontos de vista. Francisco está também aberto ao diálogo com diversas religiões.
O Conselho dos Cardeais é coordenado por D. Óscar Andrés Rodriguez Maradiaga (Honduras), D. Pietro Parolin (secretário de Estado do Vaticano), D. Giuseppe Bertello (Governatorato vaticano), D. Francisco Javier Ossa (Chile), D. Osvald Gracias (Índia), D. Reinhard Marx (Alemanha), D. Laurent Pasinya (República Democrática do Congo), D. Sean O'Malley (EUA), D. George Pell (Austrália, prefeito da Secretaria para a Economia da Santa Sé). O secretário é o bispo de Albano (Itália), D. Marcello Semeraro.
O Conselho dos Cardeais é coordenado por D. Óscar Andrés Rodriguez Maradiaga (Honduras), D. Pietro Parolin (secretário de Estado do Vaticano), D. Giuseppe Bertello (Governatorato vaticano), D. Francisco Javier Ossa (Chile), D. Osvald Gracias (Índia), D. Reinhard Marx (Alemanha), D. Laurent Pasinya (República Democrática do Congo), D. Sean O'Malley (EUA), D. George Pell (Austrália, prefeito da Secretaria para a Economia da Santa Sé). O secretário é o bispo de Albano (Itália), D. Marcello Semeraro.
7 – Prefira o pragmatismo à ideologia
O Papa Francisco demonstra o seu pragmatismo de muitas maneiras. Ele sabe e reconhece que o mundo é um lugar enorme e diversificado, e que o ponto de inflexão estratégico da Igreja é composto de definições em rápida evolução do “novo normal” por parte das várias culturas: de casamento e uniões não tradicionais e à maior ênfase em questões ecológicas.
8 – Aplique a perspectiva geopolítica da tomada de decisões
Francisco sempre acreditou que está longe de ser imune aos interesses políticos. O seu lado pragmático permite-lhe ver os aspectos socio-políticos inerentes à sua posição. Ele sabe muito bem o que motiva os líderes, o que também o inclui. “Somos todos animais Políticos, com “P” maiúsculo. A pregação dos valores humanos e religiosos tem consequências políticas.”
9 – Administre a sua organização como se fosse um hospital em campanha
9 – Administre a sua organização como se fosse um hospital em campanha
O papa gosta de comparar a Igreja a um hospital de campanha, montado perto de uma zona de batalha para prestar assistência de emergências aos feridos. A alusão alinha-se perfeitamente com a sua filosofia, pois permite que os médicos sintam o cheiro do seu rebanho, sejam inclusivos e não julguem as vítimas pelos seus ferimentos.
10 – Viva na fronteira
Francisco embora resida em Roma, vive realmente nas periferias do mundo; ao mesmo tempo que exerce o poder, vive de acordo com um código de humildade radical que ele mesmo se impõe.
11 – Confronte as adversidades com decisão
Nos finais de março de 2014, o Papa Francisco ajoelhou-se e confessou-se em público. Com isso, ele demonstrou ao mundo duas coisas: em primeiro lugar, que é de facto um pecador; e em segundo, por extensão, que todos são pecadores. Tornar-se pontífice atestou como uma pessoa imperfeita pode superar os seus pecados e grandes adversidades e ainda vir a ser uma das personalidades mais respeitadas e populares do cenário mundial.
12 – Não só os clientes merecem atenção
12 – Não só os clientes merecem atenção
O objetivo final do Papa Francisco é influenciar pessoalmente o maior número possível de ovelhas. Ele deseja que todos os líderes da Igreja e membros do clero façam o mesmo. Ele quer aproximar as pessoas de Deus, independentemente da religião, raça e preferência sexual.

Comentários
Enviar um comentário