Para o Papa Francisco, a simplicidade foi uma das exigências ao assumir um pontificado: o tradicional trono dourado foi substituído por uma cadeira simples de madeira; a cruz usada pelo papa continua a sendo a mesma dos seus tempos de cardeal (de metal), diferente das cruzes ornamentadas com diamantes e rubis usadas pelos antecessores. O tapete vermelho também foi substituído como um símbolo de que os seus pés devem estar sempre próximos do chão. Pode-se perceber ainda mais claramente a mudança de postura no facto de Francisco não ter aceitado usar a estola vermelha bordada a ouro também usada pelos papas anteriores.
Qualquer cargo de liderança é como um rito de passagem onde devemos extrair de nós mesmos o melhor, sempre em favor daqueles que lideramos. Além disso, nunca se desprezem aqueles que estão junto para auxiliar. O Papa Francisco continua a usar, sob a batina, as mesmas calças pretas, para lembrar-se constantemente de que é apenas um sacerdote. E faz questão de cumprimentar todos aqueles que estão lá para o receber, servir, o que só reafirma que um cargo não faz e nem deve fazer de ninguém superior a outro.
Frequentar as ruas talvez seja uma das atitudes mais nobres que um líder pode tomar. A partir do contacto direto com as pessoas e consequentemente com a realidade delas, tornamo-nos mais humanos e mais sensíveis aos problemas peculiares de cada realidade social. Estar entre o povo é uma atitude que demonstra uma maior afinidade entre o líder e as pessoas, a partir desse simples gesto é possível construir um canal direto com o povo. Algumas pessoas constroem as suas próprias barreiras e alimentam a sua impopularidade. A sintonia do Papa com as novas gerações tem sido extremamente positiva para reforçar o dinamismo de quem exerce um papel de influência.
Somos seres humanos... é inevitável que cometamos erros. O modo como nos portamos diante deles, porém, é o que define que tipo de líder que somos. Aquele que lidera para si mesmo, não se sente capaz de assumir os próprios erros sem procurar culpados. O que lidera para os outros não apenas assume os erros que são seus, mas assume também aqueles que não são advindos do exercício de sua liderança. Em vários momentos do seu pontificado, o papa tem pedido perdão por erros de um passado "negro" da Igreja Católica, sempre reiterando a necessidade de aprender com esses erros afim de não os repetir.
O Papa Francisco também é conhecido por querer aproximar e dar uma maior abertura na Igreja para os homossexuais e os transexuais, mum nítido exemplo de compaixão e principalmente de respeito ao próximo e às diferenças. «Deus quer bem a todos os seus filhos, sejam como forem, e tu és filho de Deus por isso a Igreja aceita-te como és», afirmou.
Muitas vezes a falta de motivação é a principal responsável pelo fracasso de grandes empreendimentos, e é um mal contagioso, porém de fácil solução. Um líder que participa, não se restringindo apenas a estar nos holofotes, e que coloca também a "mão na massa" é sempre um ponto positivo na motivação daqueles que o cercam. É de fundamental importância também, que se trabalhe o lado emocional das pessoas... Muitas vezes não damos importância ao facto de que cada pessoa tem o seu ritmo de trabalho, nesse caso, exigir demasiado pode ser factor de frustração em vez de incentivo. O Papa Francisco tem procurado conversar com o povo afim de saber o que lhes incomoda, sempre na procura de passar a ideia de que todos fazem parte de algo maior do que si próprios.
Quando nos propomos a agir com boa vontade, preservamo-nos do peso que é a "obrigação de ter de fazer". Transformamos algo impositivo em algo prazeroso. É assim que deve agir o líder dos outros, deve ter a humildade necessária para ajudar aqueles que o seguem e que o procuram em busca de algum conforto (mas não somente a estes), sem cair no velho erro de deixar-se levar pela vaidade. É necessário saber captar a verdadeira essência das pessoas.
Na imagem, Francisco acaricia o rosto de um homem que sofre de uma doença rara. Ele abraça o rapaz, e posteriormente beija o seu rosto, oferecendo-lhe uma oração. O homem buscava por um conforto, e foi isso que o papa lhe proporcionou sem pensar duas vezes.
No mundo em que vivemos, é certo que nem todos tem as mesmas oportunidades de crescer e/ou de chegar onde se almeja. Muitos caminhos percorridos, muitas escolhas feitas e muitas ainda por fazer, assim é a vida. O líder age através do exemplo, ele sabe que não cabe a ele o papel de julgar quais os erros ou caminhos que levaram determinada pessoa a estar em determinada situação. O líder benevolente é compreensivo, e oferece ajuda sempre que possível. Ele agrega, pois entende que todos tem a sua importância e o seu papel a desempenhar na construção de um projeto.
Na imagem, Francisco convida um grupo de sem-abrigo, um deles na companhia de seu cachorro, para tomar café com ele no dia do seu aniversário, como um gesto que simboliza que todos são e sempre serão bem vindos.
Fonte: Verbodivino.org.br







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