Senhor, «ensina-nos a contar os nossos dias». Na Bíblia, contar é
narrar.
Aprender a contar os nossos dias é descobrir que a nossa história pessoal, inserida na história da humanidade, está dentro de uma história de salvação protagonizada por Deus.
Aprender a contar os nossos dias é fazer da nossa vida uma página atual da Bíblia - a história de Amor de Deus que se faz próximo dos que criou.
Os nossos dias estão contados
Sentimos que temos os dias contados – perto do fim – quando perdemos o contacto com a nossa história, com os eventos que nos trouxeram até onde estamos, com as raízes que nos alimentaram e continuam a nutrir-nos.
Os nossos dias estão contados quando temos a presunção de controlar o que nos acontece, de pensar que temos tudo previsto e calculado.
Deus ensina-nos a contar os dias
Deus dá-nos a oportunidade de olhar para trás, saborear o presente e olhar para o futuro, e aprender a contar os nossos dias.
A olhar para trás para seguir em frente, com confiança. A fé bíblica é sobretudo isto: confiança em Deus presente ontem, hoje e que estará igualmente amanhã.
O tempo de Deus mede-se não com segundos, mas com confiança. Na escola das Escrituras, aprendemos a reconhecer, nos dias transcorridos, a presença de Deus e a celebrar a vida como um caminhar juntos, como Povo de Deus, como família dos filhos de Deus. E é um caminhar que dá especial atenção aos mais frágeis, onde os mais fortes são chamados a prestar-lhes especial atenção.
O nosso tempo com Deus
A nossa vida é finita, frágil - como a erva que verdeja de manhã; à noite, é cortada e seca (Sl 90). Nela há dias bons e outros menos bons. Mas podemos contá-los (narrá-los), atravessá-los.
Aprender a contar os dias com Deus é não os desperdiçar, é não os secar (por causa da ingratidão, do ressentimento, do rancor, do desinteresse, etc.).
O mal é o que seca a vida
Na Bíblia, o pecado não tem um significado moralista, como o costumamos entender, como uma transgressão da lei. Não, para as Escrituras, pecar é errar o alvo, falhar o sentido da própria existência. Pecar é fazer a vida secar, não crer que ela pode florescer.
Deus tem razão para perdoar - e perdoar é indignar-se
Aprender a contar os nossos dias é descobrir que a nossa história pessoal, inserida na história da humanidade, está dentro de uma história de salvação protagonizada por Deus.
Aprender a contar os nossos dias é fazer da nossa vida uma página atual da Bíblia - a história de Amor de Deus que se faz próximo dos que criou.
Os nossos dias estão contados
Sentimos que temos os dias contados – perto do fim – quando perdemos o contacto com a nossa história, com os eventos que nos trouxeram até onde estamos, com as raízes que nos alimentaram e continuam a nutrir-nos.
Os nossos dias estão contados quando temos a presunção de controlar o que nos acontece, de pensar que temos tudo previsto e calculado.
Deus ensina-nos a contar os dias
Deus dá-nos a oportunidade de olhar para trás, saborear o presente e olhar para o futuro, e aprender a contar os nossos dias.
A olhar para trás para seguir em frente, com confiança. A fé bíblica é sobretudo isto: confiança em Deus presente ontem, hoje e que estará igualmente amanhã.
O tempo de Deus mede-se não com segundos, mas com confiança. Na escola das Escrituras, aprendemos a reconhecer, nos dias transcorridos, a presença de Deus e a celebrar a vida como um caminhar juntos, como Povo de Deus, como família dos filhos de Deus. E é um caminhar que dá especial atenção aos mais frágeis, onde os mais fortes são chamados a prestar-lhes especial atenção.
O nosso tempo com Deus
A nossa vida é finita, frágil - como a erva que verdeja de manhã; à noite, é cortada e seca (Sl 90). Nela há dias bons e outros menos bons. Mas podemos contá-los (narrá-los), atravessá-los.
Aprender a contar os dias com Deus é não os desperdiçar, é não os secar (por causa da ingratidão, do ressentimento, do rancor, do desinteresse, etc.).
O mal é o que seca a vida
Na Bíblia, o pecado não tem um significado moralista, como o costumamos entender, como uma transgressão da lei. Não, para as Escrituras, pecar é errar o alvo, falhar o sentido da própria existência. Pecar é fazer a vida secar, não crer que ela pode florescer.
Deus tem razão para perdoar - e perdoar é indignar-se
Deus fica indignado porque não suporta ver as nossas vidas bloqueadas. Indignar-se é reagir ao indigno - com uma diferença: Ele não perde a tolerância, a capacidade de perdoar e de responder com amor.
Para rezar: Como posso narrar a vida?
Senhor, tu foste o nosso refúgio de geração em geração.
Antes que os montes nascessem
e a terra e o mundo fossem gerados,
desde sempre e para sempre tu és Deus.
Tu reduzes o homem ao pó,
dizendo: «Voltem, filhos de Adão!»
Mil anos são aos teus olhos
como o dia de ontem, que passou,
uma vigília dentro da noite.
Tu os semeias ano por ano, como erva que se renova:
de manhã ela germina e brota,
de tarde a cortam, e ela seca.
Sim, tua ira nos consumiu,
e teu furor nos transtornou.
Colocaste nossas faltas à tua frente,
nossos segredos sob a luz da tua face.
Nossos dias passaram sob a tua cólera,
e como suspiro nossos anos se acabaram.
Setenta anos é o tempo da nossa vida,
oitenta anos, se ela for vigorosa.
E a maior parte deles é fadiga inútil,
pois passam depressa, e nós voamos.
Quem conhece a força da tua ira,
e quem sentiu o peso do teu furor?
Ensina-nos a contar os nossos anos,
para que tenhamos coração sensato!
Volta-te, Senhor! Até quando?
Tem compaixão dos teus servos!
Sacia-nos com o teu amor pela manhã,
e nossa vida será júbilo e alegria.
Alegra-nos, pelos dias em que nos castigaste,
pelos anos em que sofremos desgraças.
Que os teus servos vejam a tua obra,
e os filhos deles o teu esplendor.
Que a bondade do Senhor venha sobre nós
e confirme a obra de nossas mãos.
(Salmo 90, 1-17)
Lidia Maggi, pastora batista italiana, no sítio da revista Riforma

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