Pastor do Teu povo,
Tu nos conduziste
por planaltos e ravinas,
com paciência,
ternura e sabedoria
como os pastores guiam os seus rebanhos.
Hoje estamos
desorientados e sem sonhos.
Porque não vens
estar connosco por um tempo?
Porque não nos tiras
destes apriscos vãos?
Porque continuas
sentado no teu trono de nuvens?
Andamos errantes por
campos esgotados
sorvendo o pó e as
nossas lágrimas;
Enfraquecem-se o
nosso ânimos e as nossas forças
e não encontramos um
lugar de descanso.
Perdemos o horizonte
que nos apontaste
e somos vítimas dos
nossos medos
dos nossos anseios
frustrados ao longo do caminho,
dos nossos egoísmos
e labirintos diários.
Mas nós somos os
mesmos que libertaste da escravidão,
que guiaste a
acompanhaste através do deserto
e depois enviaste a
viver em todos os lugares
e países que Tu
amas, cuidas e manténs.
Crescemos como as
estrelas do céu.
Alcançámos os
confins da terra.
Tornámo-nos
presentes em todos os continentes,
e agora estamos
letárgicos, encolhidos, com medo.
Disseste-nos que
éramos o teu bando escolhido
o teu povo, a tua
Igreja, os teus irmãos...
e nós tornámo-nos a anedota
diária
daqueles que vivem
ao nosso lado.
Tu, que és bom
pastor, com entranhas e coração
Tu, que conhece os
teus pelo seu nome
Tu, que os defendes
dos lobos e de outros perigos
Tu, que prometeste
dar-nos vida para sempre...
Canta-nos as tuas
alegres canções que entusiasmam,
Leva-nos pelas tuas
rotas favoritas,
leva-nos aos pastos
que alimentam
e às fontes
refrescantes que Tu conheces.
Mostra-nos o teu
rosto alegre e luminoso,
como o sol nos
oferece generoso o seu!
Guia-nos, nestes
momentos de dúvida e incerteza,
com paciência,
ternura e sabedoria!
Reúne-nos
cura-nos,
defende-nos
e dá-nos o teu
Espírito!
Florentino Ulibarri

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