Um dos maus hábitos dos matrimónios é a crítica contínua, o «expressar queixas em vez de ter pensamentos motivadores», destacou D. Jose. E aconselhou: «Os cristãos têm de buscar a santidade, mas a vida espiritual não se pode confundir com perfecionismo. Pode-se ser santo tendo defeitos.» Para corrigir este vício, D. José lembrou que, no matrimónio, Deus junta duas pessoas imperfeitas que precisam uma da outra para a sua santificação. Deus quer servir-se das virtudes e defeitos de cada um dos cônjuges para a santidade de cada um e de ambos.
Um segundo obstáculo à unidade das famílias é a divisão entre «o meu e o teu». Para vencer este mau hábito, D. José sugeriu: «Somos de Deus e em Deus somos tudo um para o outro. Não possuo propriedade, se o que eu tenho é de Deus já não há mais nem meu nem teu.»
Outro dos vícios é adiar o bem-estar do matrimónio para tratar como única prioridade a educação dos filhos. A isto, o bispo recomendou aos esposos trabalhar em união. «As crianças», explicou, «necessitam de um pai e de uma mãe que se amem muito, que lhes deem a maior lição da vocação, que é mostrar-lhes como nos amamos.»
Um quarto vício é a tentação de dar ao cônjuge apenas as sobras, em vez de oferecer a plenitude do amor. «Um amor que não cresce é um amor doente», expôs D. Jose, acrescentando que o sacramento não é um acontecimento do passado, mas, tal como a conversão, vive-se dia a dia.
Um quinto mau hábito é guardar rancor e usar as feridas «como munição nas discussões». Em contrapartida, propôs o prelado: «O respeito é infundido pela autoridade moral, e ninguém tem mais autoridade moral do que aquele que perdoa.»
Dom Munilla também alertou sobre confiar mais em sentimentos do que em compromisso, uma vez que as emoções mudam e não podem ser um fundamento sólido. Em vez disso, o bispo recomendou contemplar o amor até ao fim e até ao extremo do crucificado de Jesus Cristo.
Tomar decisões sem consultar, tentando a todo custo mudar a outra pessoa, e planear estratégias em caso de fracasso do matrimónio são outros maus hábitos. Sobre estes vícios, o bispo indicou que são factores de feridas com os quais não se deve brincar.
O prelado advertiu também contra os vícios de esconder o compromisso conjugal na frente dos outros, o que expõe a riscos da infidelidade, consumo de pornografia e excesso de atividade fora de casa.
Finalmente advertiu contra o egoísmo, o que «é por sua própria natureza incompatível com o matrimónio. O modelo para superar o egoísmo é a figura de Jesus Cristo que se revelou nas bodas de Caná como o "marido da humanidade".»
Fonte: Gaudium Press
Ler, em complemento:
1. Estar sempre de acordo;
2. Usar todo o tempo livre
individualmente;
3. Não investir noutras relações;
4. Não discutir;
5. Estar
sempre a discutir;
6. “Já nos conhecemos tão bem que até adivinho o que ele
está a pensar”;
7. Tentar mudar o outro;
8. Expor demasiado a vida — até quando
a felicidade é pura e genuína;
9. Cuidar demasiado;
10. Demonstrações de ciúmes;
11. “Os opostos atraem-se”
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