Na União Europeia (UE), as portuguesas são quem menos refere que serem mães representa um desafio no mercado laboral.
Apenas 5 % das mulheres em Portugal dizem ser inativas devido
a responsabilidades familiares, seja tomar conta de crianças ou de adultos incapacitados
ou outro motivo pessoal.
Um relatório do Eurostat aponta para a manutenção desta
percentagem entre 2013 e 2016, sendo a 8.ª mais baixa na União Europeia (UE).
Ainda de acordo com os dados consultados pelo jornal diário
gratuito Destak, pouco menos de 1% das portuguesas trabalham em part-time por motivos
ligados à família, o 4.º valor mais baixo na UE. Entre aquelas que não têm um
emprego a tempo inteiro por obrigações familiares, praticamente 40% aponta a falta
de serviços adequados como o principal motivo (7.ª percentagem mais alta).
Portugal destaca-se por ser, entre os 28 Estados-membros, o
país onde as mulheres menos apontam como um desafio os eventuais impactos
negativos da parentalidade na sua empregabilidade. O que pode estar ligado à
boa cobertura de creches, com Portugal a cumprir confortavelmente as metas fixadas
pela UE.
Os Objetivos de Barcelona, estipulados em 2002, apontavam
que um terço das crianças até aos 3 anos frequentassem creches de qualidade e
acessíveis financeiramente aos pais. Em 2016, a média da UE era de 32,9 %,
enquanto Portugal chegava aos 49,9 %, o 5º melhor valor.
Texto: João Moniz

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