«Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura." (...) E o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.»
(Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos,
lido nas missas do Domingo da Ascensão do Senhor)
Os evangelistas descrevem com diferentes linguagens a missão que Jesus confia aos Seus seguidores:
Segundo Mateus devem «fazer discípulos» que aprendam a viver como Ele lhes ensinou.
Segundo Lucas, hão de ser «testemunhas» do que viveram junto Dele.
Marcos resume tudo dizendo que hão de «proclamar o Evangelho a toda a criação».
O Concilio Vaticano II recordou: «O Evangelho é, em todos os tempos, o princípio de toda a sua vida para a Igreja.»
Só a experiência directa e imediata do Evangelho pode revitalizar a Igreja. Dentro de uns anos, quando a crise nos obrigue a centrar-nos só no essencial, veremos com claridade que nada é mais importante hoje para os cristãos que nos reunirmos a ler, escutar e partilhar juntos os relatos evangélicos.
Os relatos evangélicos ensinam a viver a fé não por obrigação, mas por atração. Fazem viver a vida cristã não como dever, mas como irradiação e contágio. Reunidos em pequenos grupos, em contacto com o Evangelho, iremos recuperando a nossa verdadeira identidade de seguidores de Jesus.
Tem razão o Papa Francisco quando nos diz que o princípio e motor da renovação da Igreja nestes tempos temos de o encontrar em «voltar à fonte e recuperar a frescura original do Evangelho». Havemos de voltar ao Evangelho como novo começo.

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