20 ideias para os construtores da paz

«Para não idealizarmos um momento futuro quando poderemos estar em paz com todos,

devemos começar a construí-la com aquelas pessoas do nosso convívio diário: na família, no trabalho, no trânsito, na escola, com os amigos. 

Evitar atritos,
pensar antes de falar,
exercitar a paciência,
são atitudes que promovem a paz no nosso dia a dia.

Saber escutar as pessoas,
valorizar seus pontos de vista e suas opiniões,
aceitar a variedade e riqueza das diferenças no grupo,
favorecer momentos de partilha, 
são atitudes que promovem a paz ao nosso redor. 

Não deixemos que o sol se ponha sobre nossas mágoas, perdoemos a todos que nos ofenderam. No dia seguinte, teremos um olhar renovado e veremos o outro como Deus o vê: completamente novo. É assim que se constrói a paz com os mais próximos.»
(Apolónio de Carvalho, escritor brasileiro)

Creio na Paz
porque ela significa a vitória da razão sobre o instinto, a supremacia do espírito sobre a matéria, a excelência da filantropia sobre o egoísmo, o valor da cultura sobre a rudeza da vida;

porque ela humaniza e democratiza o desenvolvimento e o progresso, corporiza o desígnio da pessoa humana à face da Terra, concretiza a mais profunda aspiração do homem de todos os tempos e lugares – ser feliz na dignidade da pessoa humana e na realização em comunidade;

porque ela é possível, desejável, compromissiva e potenciadora das mais belas iniciativas, num ambiente de constante solidariedade;

porque ela torna o coração do homem tão magnânimo e generoso como o Oceano Pacífico.

Creio na Paz
quando ela é vivida ensinada e praticada nas famílias, nas catequeses, nas escolas, nos clubes e noutros grupos – a educação para a paz;

quando a discussão de que alegadamente nasce a luz, ceder o passo ao diálogo sincero, não subserviente, mas respeitador e eficaz – a normalidade da relação;

quando o diálogo deixar de ser balofo ou untuoso e não significar falta de verdade, ou não for entretenimento, cedência ou despersonalização – a força da autenticidade e genuinidade;

quando for efetivo o respeito por si próprio e pelos outros e for efetiva a liberdade de pensamento, opinião, expressão e ação nas famílias, escolas, lugares de convívio, clubes, serviços públicos, empresas, associações, sociedades, Igrejas e partidos políticos, bem como o direito de resposta – o respeito pela individualidade e pelas idiossincrasias;

quando uma diferente opinião não significar per se oposição demolidora, não exprimir rancor nem for objeto de chacota nem constituir pretexto para qualquer tipo de perseguição – a prontidão da tolerância e a seriedade da divergência;

quando o brinquedo infantil for conotativo de convivência, trabalho, beleza e diversidade e se banir do passatempo a ocupação e o objeto portadores de competição abusiva, violência e guerra – a pureza da vida e a candura de atitudes

quando a comunicação social, abandonando o atropelo da procura de “furos”, parar de testemunhar doentiamente as irregularidades e a violência excessiva, de alimentar a guerra de audiências ou a venda de papel a qualquer preço, mas cumprir o dever de informar com verdade objetiva, formar, promover e divertir – a missão da socialização e a premência da objetividade;

quando a educação preparar para a cidadania, qualificação profissional, prossecução de estudos e desincentivar a emulação desmedida – a democracia com utilidade;

quando o empresário se consciencializar do dever de investir e da função social da propriedade e se decidir a pagar salário justo, criar condições de trabalho razoáveis e ter em conta a situação pessoal e familiar do trabalhador – a renúncia ao lucro pelo lucro;

quando o administrador não confundir administração com propriedade e aceitar a crítica fundamentada e exposta com lucidez e delicadeza – a conveniente separação das águas;

quando o trabalhador lançar mão do profissionalismo em prol da produtividade e usar a consciência a livre e responsável no desenvolvimento da atividade, no cumprimento dos seus deveres e na reivindicação e exercício dos seus direitos – a expressão da cidadania laboral;

quando os políticos renunciarem ao emproamento, abuso de poder, favorecimento e proventos inéticos e se decidirem pelo exercício do poder como serviço ao bem comum, justiça e equidade – o espírito de missão e eficácia na efemeridade do poder;

quando os conflitos políticos e administrativos, sociais e grupais, laborais e empresariais, nacionais e internacionais, deixarem de ser fomentados, apoiados ou aplaudidos e, renunciando à disponibilidade e uso das armas, se enveredar pela via da negociação, da mediação e do diálogo – a relevância da cultura na resolução dos problemas.

Creio na Paz
Desde já e sempre que ela, contrariando e anulando quaisquer formas de escravidão, se impuser como parâmetro da educação, for ansiada como bem inestimável, se granjear como cultura e brilhar como estilo de vida.

Creio na Paz
no momento em que o homem, nos trilhos da humildade e da verdade, se decida a ser HOMEM; e o crente aceite seguir e promover a paz que o Evangelho nos dá e nos deixa como precioso legado. Então reinará a prosperidade de corpo inteiro!

Comentários