Vida Fraternitas: Faleceu Artur Cunha de Oliveira

Faleceu no dia 20 de junho Artur Cunha de Oliveira, sócio-fundador da Associação Fraternitas Movimento. 

Tinha 93 anos. O funeral realizou-se no dia 21, na paróquia de São Carlos, em Angra do Heroísmo.

Era presbítero católico dispensado do ministério. Casou com Antonieta V. Lopes Oliveira, com quem formava uma verdadeira família sacerdotal, suportando-se mutuamente no sentido bíblico da palavra, que é apoiar-se, sustentar-se. Teve dois filhos.

Foi professor no Seminário Episcopal de Angra, cónego da Sé, presidente da Comissão Diocesana Justiça e Paz e assistente diocesano de vários movimentos, organismos e associações de apostolado, e escritor bíblico e teológico.

Na sociedade civil, foi diretor do diário 'A União', co-fundador do Instituto Açoriano de Cultura de cujas Semanas de Estudo dos Açores foi secretário permanente durante vários anos, e político - tendo sido eurodeputado.

Foi, também, presidente da Comissão Administrativa da Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo, diretor e fundador do Departamento Regional de Estudos e Planeamento dos Açores (DREPA), deputado ao Parlamento Europeu, presidente da Comissão Diocesana de Justiça e Paz e da Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo.

Hoje em dia, acrescenta a nota publicada no sítio Igreja Açores, considerava-se um crente que mantinha um espírito crítico e que olhava preocupado para o “divórcio profundíssimo” entre a comunidade cristã e a sociedade científica “como se houvesse uma oposição tremenda entre a Razão e a Fé”.

Artur Cunha de Oliveira nasceu a 30 de setembro de 1924 em Lawrence, Massachusetts , nos Estados Unidos da América.

Filho de mãe graciosense e de pai micaelense, Cunha de Oliveira foi para a Graciosa, com 7 anos, para a freguesia de Guadalupe, onde frequentou a escola primária. Ingressou cedo no Seminário, para prosseguir estudos e mais tarde, já depois de terminado o sexénio foi para Roma estudar e aí se forma em Sagrada Escritura, Teologia Dogmática e Ciências Bíblicas. É em Roma que Artur Cunha de Oliveira se inicia na participação política entre 1946-47, quando era um jovem estudante de Teologia em Roma, diz a nota. 

O seu corpo poderá ser velado na Igreja de São Carlos, em Angra do Heroísmo.

A Fraternitas Movimento celebra a vida deste grande homem da Igreja açoreana, que foi semelhante ao grão de mostarda: o seu saber e a sua ação deixam marcas pelo mundo fora.

Comentários

  1. Um Homem Bonito, levado do Espírito!
    Há gente que por onde passa não passa em vão!
    O Artur era um desses!
    Damos Graças a Deus por o termos conhecido e por se ter tornado nosso Irmão na Consanguinidade do Espírito de Deus!

    Glória e Carlos

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  2. "Sentimos um misto de dor e de bem-aventurança na morte das «colunas» da Fraternitas, como o Artur. Confiamos que ele nos inspirará desde o Céu, na presença do Senhor Jesus de quem tanto falou, escreveu, a quem tanto amou e rezou."
    Maria José e Fernando Ferreira

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    1. Fernando,
      Sofia e eu tivemos o prazer de conhecer Artur Oliveira e sua Antonieta no Encontro da Fraternitas em Fátima, me parece que em 2010. Foi quando ele apresentou seu livro sobre Maria Madalena. Ficamos nos correspondendo por e-mail e ele teve a gentileza de me enviar, quando os publicou, O "Rosto Humano de Deus" e " Crer, mas em quê?". Um grande padre, um grande biblista, um grande escritor, um grande marido e um grande amigo. Nosso abraço fraterno e nossa solidariedade à Antonieta.

      João e Sofia Tavares - São Luís, Maranhão,Brasil

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