Cada vez mais adultos estão a viver sozinhos, na Europa e em Portugal

No espaço de uma década, aumentou o número de adultos europeus que vivem sozinhos. Portugal continua a ser dos países onde esta percentagem é mais baixa.

Na União Europeia, uma em cada três casas (33 %) era habitada, em 2017, por apenas uma pessoa. Este era o tipo de agregado familiar mais comum na média dos 28 Estados-membros.

Mas não era assim em Portugal. Aliás, com 22,1 % das habitações ocupadas por um único adulto, o nosso país era o segundo onde esta percentagem era mais baixa, apenas suplantado por Malta (19,7 %). No estremo oposto está a Suécia (51 %). 

Esta é uma tendência que se acentuou, uma vez que em 2007 apenas 17,2 % das casas estavam entregues a um único habitante.

O tipo de agregado mais comum em Portugal, de acordo com os dados do Eurostat que o Destak consultou, é um casal sem filhos. O peso desta formação familiar teve uma ligeira subida de 2007 para 2017, passando de 22,2 % para23,9 %. Já os casais que tinham pelo menos um filho perderam peso, descendo de 26,2 % para 23 %. Tendência que se manteve quando se trata de aumentar a família.

Em Portugal, outra organização familiar com filhos que não um casal ou um adulto sozinho não ia além dos 7,4 % dos agregados, quando antes a percentagem quase chegava a 11%.

O Eurostat destaca Portugal como o segundo país com a menor percentagem de famílias com três filhos: 6 %.

Mais 267 mil casas em dez anos
Como na generalidade dos Estados-membros, neste período de dez anos, Portugal assistiu a uma proliferação do alojamento. O país tinha quase 4 milhões e 103 mil casas em 2017, quando, em 2010  eram 3 milhões e 836 mil.

João Moniz, Destak.pt

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