Uma em cada cinco famílias portuguesas admite perder de vista as crianças durante as férias. Dicas acerca de alertas para lugares e cuidados a ter

Se alguma vez já perdeu uma criança a seu cargo, saiba que é mais comum do que à partida se poderia pensar.

Uma em cada cinco famílias portuguesas admite que costuma perder um filho durante as férias de verão, embora na maioria das vezes tudo não passe de um susto. É que o tempo médio para a criança aparecer não vai além dos sete minutos.

Estas são as principais conclusões de um inquérito da Jetcost a três mil pais de seis nacionalidades (500 portugueses) que tenham ido de férias em julho ou agosto nos últimos dois anos com, pelo menos, uma criança entre os 3 e 10 anos. Outro facto é que Portugal tem uma percentagem (20%) inferior no que toca à frequência com que se perde um filho em comparação com Espanha (25%), Itália (24%) e Alemanha (22%),mas superior face a Inglaterra (18%) e França (15%).

Os dados cedidos ao Destak indicam que a praia, à volta de uma piscina, um centro comercial, um parque temático e o hotel onde estavam de férias são alguns dos locais mais propícios aos desaparecimentos, naturalmente por terem uma elevada afluência. O motor de pesquisa de viagens também quis saber como eram organizadas as buscas e os resultados não deixam de surpreender.

Apenas 14% dos pais que perderam uma criança pediram à polícia ou aos empregados do local onde estavam para ajudar a procurar. E se 67% dos progenitores justificam essa opção com o facto de a criança ter aparecido antes que tivessem tempo, quase metade (46%) admite não ter dado o alerta de imediato por vergonha.

Três em quatro pais pediram ajuda a outros familiares ou amigos, enquanto 48% recorreram a estranhos.

João Moniz, Destak.pt

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