A segurança das crianças é sempre uma grande preocupação para quem as tem ao seu cuidado, pais, educadores, amigos.
Todavia, nem sempre é fácil captar a atenção dos mais novos, de lhes fazer entender a seriedade do assunto, nem de se lembrar de soluções, que depois até parecem ser óbvias podem sim colocar nossos pequenos em perigo.
Prevenir é mesmo muito melhor do que remediar! E fazê-lo sem assustar é duplamente bom.
Aprender, brincando
Esta dinâmica pode ser uma ideia leve e divertida de passar às crianças procedimentos importantes que podem salvá-las de algumas situações de risco. Pode ser feita em casa ou na escola, catequese, associação, etc.
I – Escrever perguntas em papelinhos e dobrá-los, como se fosse fazer um sorteio. Fazer cópia de cada papelinho das perguntas (será útil mais adiante).
II – Colocar os papelinhos numa saco ou caixa, para que as crianças os vão retirando um a um.
III – Cada criança desdobra o papelinho que lhe calhou em sorte e lê a pergunta para as outras – ou alguém lê por ela, se ainda for muito pequena.
IV – Permitir que as crianças vão dando respostas.
V – Por cada resposta acertada, ou seja, que corresponde a um comportamento seguro, a criança que a disse marca um ponto.
VI – Por cada resposta inadequada, cujo teor revele que uma criança ficaria em perigo, quem a disse perde um ponto. Então o orientador do jogo explica como deveria ser o procedimento correto. E volta a fazer a pergunta. Se a criança reproduzir corretamente, readquirirá o ponto perdido.
VII – Combinar um prémio final da brincadeira, de preferência que obrigue a praticar o aprendido, como dar um passeio, ir comprar pipocas,
VIII – À medida que as perguntas vão saindo, colar as cópias num cartaz de parede e associar as respostas (que poderão também já estar escritas) e aproveitar para completar as informações se algo ficou por dizer. Deixar o cartaz numa parede de destaque da casa.
As 10 perguntas
1 – Se um adulto que não conheces te pedisse ajuda, o que farias?
2 – Estás sozinho(a) em casa e a tomada da televisão ou do computador começa a soltar faíscas. O que fazes?
3 – Se um cão desconhecido te ameaçasse, como reagirias?
4 – O que farias se começasses a sentir cheiro a gás dentro de casa?
5 – Se uma criança mais ou menos da tua idade te convidasse para ires brincar a casa dela, o que responderias?
6 – O que farias se percebesses que te perdeste dos teus pais num espaço público?
7 – Se alguém te importunasse, ofendesse ou ameaçasse pela Internet, o que farias?
8 – Estás à espera do elevador, chega alguém estranho para também usar o elevador. Entrarias no elevador com essa pessoa?
9 – Se sentes alguma dor ou desconforto e os teus pais não estiverem em casa, podes usar um remédio da caixa de primeiros socorros?
10 – A quem podes abrir a porta da tua casa, sem qualquer preocupação?
As respostas corretas
1 – Dizer “NÃO” e sair de perto dele. Um adulto em perigo deve pedir ajuda a outro adulto, nunca a uma criança.
2 – Ligar aos pais para pedir conselho, ou pedir ajuda a um vizinho (a um adulto conhecido) para vir ajudar ou para chamar os bombeiros. Nunca tentar apagar as faíscas com líquido. E nunca desligar o aparelho da tomada.
3 – Nunca começar a correr. Não olhar o cão nos olhos. Se possível atirar um objeto para longe (um brinquedo, algo que estejas a segura), para distrair o animal e sair de perto dele o mais calmamente possível.
4 – Cheiro de gás é sinal de perigo. Não acionar interruptores ou campainhas, nem aparelhos eléctricos. Não usar o telefone. Não fazer lume, nem fumar. Abrir as portas e janelas para arejar o local. Fora de casa, ligar aos pais ou pedir ajuda a um vizinho conhecido e de confiança para te ensinar a fechar a válvula de segurança junto ao contador e aos aparelhos a gás, ou para o fazer ele mesmo, ou para chamares o piquete de emergência ou os bombeiros.
5 – Nunca aceitar convites, nem de outra criança, sem pedir a permissão dos pais.
6 – Procurar um funcionário (eles usam crachás ou uniformes com o nome da loja); ou procurar uma família com crianças, se estiver num parque, praça ou na praia, ou dirigir-se à polícia. Procurar com eles um modo de entrar em contacto com os pais.
7 – Avisar a família imediatamente, ou logo que os pais cheguem em casa. Sair de imediato da página da internet em que se estava e da própria Internet. Nunca responder ou tentar resolver por conta própria.
8 – É melhor não usar elevadores com pessoas desconhecidas. Sair do lugar, procurar um porteiro ou segurança (num espaço público) e usar o elevador depois.
9 – A caixa de remédios é da responsabilidade dos adultos. Nunca se deve usar remédios sem que os adultos tenham autorizado.
10 – Nunca se deve abrir a porta da casa a ninguém que não seja da família ou que os pais não tenham avisado que viria; mesmo que seja algum amigo ou amiga dos pais, não se deve abrir a porta.
Ana Macarini, em Contioutra.com

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