Uma das inquietações de pais e mães é o presente e o futuro
dos filhos:
– da pré-escola aos conselhos sobre carreira profissional;
– do relacionamento filial às amizades e ao casamento ou
outra vocação e estado de vida;
– do sustento quotidiano à gestão das finanças pessoais e ao
cuidado com a ética nos negócios ou ao salário dos funcionários (caso opte por
ser empresário ou empresária);
– dos valores humanos e religiosos que receberão aos que
deixarão como herança às próximas gerações.
Outra das inquietações de pais e mães é que testemunho estão
a transmitir aos filhos, afilhados e a quantos estão atentos ao que eles fazem
(no emprego, na paróquia, na escola, nas atividades de bairro ou associativas,
etc.)
Pais e mães precisam de estar atentos ao desenrolar da sua
vida pessoal, familiar e social – às alegrias e às frustrações –, pois
carregam-nas onde quer que vão e elas têm impacto, sobretudo nos filhos, mas
também em todos aqueles com quem interagem. A perceção e o interesse ou
desinteresse por certo tipo de estado de vida (casamento, padre, vida
religiosa, solteiro) ou futuro profissional podem ser influenciados pelo
testemunho dos pais.
Os pais sabem que desempenham grandes tarefas: inspirar,
encaminhar, garantir a sua presença, confirmar as habilidades dos filhos.
Como bons líderes e pedagogos, pai e mãe fazem por mostrar
naturalmente aos filhos que eles não são capazes de dar todas as respostas, mas
que sabem fazer boas perguntas – a si mesmos e aos filhos – que obrigam a
pensar, ousar e correr riscos. A regra de vida talvez se possa resumir a uma
só: podemos aprender e construir coisas novas, sempre e em conjunto. O que não
pode faltar é a paixão, o amor, a coragem.
Educar os filhos é, além do mais, uma atividade que educa
igualmente os pais. Também em adultos – e até na velhice – há capacidades humanas
e profissionais que são expandidas durante a educação dos filhos (e netos): é
sempre possível explorar o mundo, descobrir coisas noivas graças à curiosidade e
produzir coisas inovadoras.
E, se os filhos devem ser os responsáveis pelas suas
escolhas de estado de vida e de carreira – pois assim estarão habilitados para
assumir os impactos positivos ou negativos dessas escolhas –, os pais não
deixam de ser porto de abrigo, e serão sempre, igualmente, os primeiros
beneficiários do êxito da vida amorosa e profissional dos filhos.

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