As palavras-chaves dos cristãos são «contemplação do Senhor e serviço dos irmãos», diz Papa Francisco

A palavra-chave para não nos enganarmos na nossa vida como cristãos é estar apaixonados pelo Senhor e inspirarmos-nos Nele para realizar as nossas ações, explicou o Papa Francisco numa homilia em Santa Marta.

«Há tantos cristãos que vão, sim, aos domingos à missa, mas depois estão sempre atarefados. Eles não têm tempo para os filhos, nem para brincar com os filhos: isso é feio. No final das contas tornam-se praticantes da religião dos atarefados: um grupo de atarefados que está sempre a fazer... Mas párem, olhem para o Senhor, peguem no Evangelho, ouçam a Palavra do Senhor, abram o seu coração... Eles fazem o bem, mas não o bem cristão: um bem humano. Falta a contemplação.»

A contemplação, esclareceu o Papa Francisco, não é um “estar ali passivos”, mas olhar apaixonados «para o Senhor, porque Ele toca o coração e dali, da inspiração do Senhor, é de onde vem o trabalho que tem de ser feito depois». 

É a regra de São Bento: «Ora et labora», reza e trabalha.

E o Papa Francisco explicou: «E esta é a palavra-chave para não errar: apaixonados. Nós, para saber de que lado estamos, se exageramos porque fazemos uma contemplação muito abstrata, ou se somos muito atarefados, devemos questionar-nos: Sou apaixonado pelo Senhor? Estou certo, estou certa de que Ele me escolheu? Ou vivo o meu cristianismo assim, fazendo coisas… Sim, faço isto, e isto, mas e o coração contempla?»

Depois exemplificou: «É como quando um marido volta para casa do trabalho e encontra a sua mulher que o acolhe: ela, que está realmente apaixonada, não o deixa acomodar-se e continua os afazeres domésticos, mas dedica tempo para estar com ele.»

Da mesma forma, recomendou o pontífice argentino: «Também devemos reservar tempo para o Senhor, para estar ao serviço dos outros. Contemplação e serviço: este é o caminho da nossa vida. Cada um de nós pense: "Quanto tempo dedico diariamente a contemplar o mistério de Jesus?" E depois: "Como trabalho? Trabalho tanto que parece uma alienação, ou trabalho de modo coerente com a minha fé? Trabalho como um serviço que vem do Evangelho?" É bom pensar nisto.»

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