«Quero ser santo!…
Leu bem: quero ser
santo.
Mais: tenho de ser
santo!…
Se não o for, é
sinal de que fracassei na resposta ao amor de Deus. É sinal de que andei pelo
vida ao acaso, sem consciência de missão e vocação», escreveu o padre João
Aguiar Campos, da diocese de Braga, na sua página de Facebook.
E continuou:
«Quero ser santo.
Mas não, não vou
fazer qualquer milagre.
Não vou dar
espectáculo, subir a uma coluna e aí ficar durante anos.
Não vou fechar-me
entre paredes, fugir da rua e dos amigos, empalidecer o olhar, desgrenhar o
aspecto, perder o sorriso.
Não vou gastar o
nome de Deus, romper os joelhos, amar as dores, colar os olhos às pudicas
pedras do chão.
Não, não vou!…
Quero ser santo:
Um cultor da
normalidade embrulhada em sentido, risco, paixão, confiança, atenção ao
Espirito.
Um vime a olhar o
céu.
Um peregrino riscado
de cicatrizes.
Um pecador em contínuo
esforço de mudança.
Um filho cheio de
confiança!…
Quero ser santo,
querendo o que Deus quer de mim!…»
Avelino Costa, seu
amigo, juntou, nos comentários:
«Quem é coerente e
pratica o que acredita,
Quem expressa na
vida o que prega,
Quem tem como
vaidade o servir,
Quem olha o material
pelo espirito,
Quem voa livre preso
a um Amor sem correntes,
Quem quer ser e não
ter,
Quem aprecia a
essência e não as aparências,
Quem está do lado
justo e da verdade, mesmo com custos pessoais,
Quem nas suas
limitações físicas encontra tempo para ouvir o outro,
Quem ajuda quando
precisa que o ajudem,
Quem mostra sorriso
em vez de revolta,
Quem faz do eu um
nós,
Quem faz do
sacerdócio um ministério altruísta de serviço,
Quem sofre a verdade
do sofrer com resignação cristã,
Quem faz do calvário
uma bênção,
Quem louva a Deus
nas suas dolorosas angústias,
Quem constrói o
divino nas limitações e verdades do humano,
Essa pessoa só pode
ter um nome:
SANTO!»

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