Jesus Cristo usava uma linguagem que a Igreja pode e deve usar hoje com os mais novos

A linguagem das novas gerações «adquiriu novas gramáticas», destaca em entrevista o cardeal italiano Gianfranco Ravasi.

idioma da juventude exprime-se sobretudo através de três regras:

- A primeira é a frase com o essencial;

- A segunda é o recurso ao símbolo e à imagem, próprios dos ecrãs informáticos;

- E a terceira é a comunicação em ambiente virtual, que é uma realidade, na medida em que liga as pessoas.

Exemplo disso é a Bíblia Emoji: Escrituras Para Millennials, escrita com emojis e linguagem da Internet (na foto).

Jesus Cristo já usava as duas primeiras formas de linguagem utilizadas pelos jovens:

Por um lado, «usa a frase essencial e sintética», ao estilo do Twitter, aquilo a que os estudiosos chamam “loghion”, ou seja, «ditos».

Por exemplo, no original grego a expressão «Dai a César o que é de César, dai a Deus o que é de Deus», sobre a relação entre a fé e a política, «tem apenas 50 caracteres», assinala o cardeal.

Por outro lado, as parábolas, que Jesus Cristo usa «como interpelação», são como uma «representação televisiva, visual, de um acontecimento que permite ao espectador entrar na história».

O terceiro distintivo da linguagem das novas gerações é o virtual, uma nova linguagem que não exclui a linguagem tradicional, mas que se tornou dominante. De facto, as novas gerações estão conectadas pelos aplicativos de mensagens instantâneas e chamadas de voz para smartphones, como o WhatsApp.

A mensagem do Evangelho deve também exprimir-se neste "idioma" das novas gerações. Encontramos um exemplo no apóstolo S. Paulo, «quando levou a linguagem e os símbolos próprios do Evangelho e do mundo judaico para o império romano e se expressava em grego e com elementos da cultura grega», defende D. Gianfranco Ravasi.

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