Os conselhos do padre Dominik Kustra, missionário da Polónia que já testemunhou o Evangelho em 70 países

O padre Dominik Kustra dedica a sua vida a proclamar o Evangelho. Já o fez em quatro continentes.

«Acima de tudo, o mais importante para mim é ser missionário, levar esta Boa Nova às pessoas em todas as circunstâncias da vida, levar o Evangelho à vida diária», disse ao Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME).

Nascido na Polónia, o seu primeiro trabalho missionário fora do seu país foi na Ucrânia, um país europeu onde o comunismo praticamente apagou as marcas cristãs, razão pela qual a Igreja tem-se empenhado na reevangelização.

Mais tarde, como membro da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, foi morar na Espanha e depois no México. Entretanto, tem visitado dezenas de países onde a Igreja realiza várias missões pastorais e sociais.

«Eu poderia escrever um livro», disse o P.e Dominik com um sorriso, quando lhe foi pedido para escolher um acontecimento que mais o tenha marcado na vida missionária.

No entanto, ele lembra com emoção o dia em que deu um terço a um menino venezuelano, sem saber que este sonhava com ter um há meses. Também o olhar de surpresa de um jovem do Camboja quando soube que Dominik, na Polonia, só tinha seis templos nas redondezas da sua casa.

Mas acima de tudo, guarda o amor e a convicção com que os jovens do Médio Oriente vivem a fé cristã. Na Síria - conta ele - quando os terroristas chegam a uma comunidade, estes sugerem aos cristãos que se convertam ao Islão para que a sua vida seja poupada. Numa ocasião, num campo de refugiados, um adolescente de 15 anos foi questionado sobre o que faria naquele caso. A resposta foi direta: «Dar a minha vida por Cristo.»

«Eles são capazes e estão dispostos a dar a vida pelo Evangelho e pela fé», lembra o P.e Dominik.

Com toda a sua experiência, Dominik aconselha: «É muito importante ser missionário na vida quotidiana, onde quer que um esteja. [...] Muitas pessoas querem fazer uma experiência missionária no exterior, mas não servem na sua própria paróquia. Envolvam-se primeiro na sua comunidade, sejam missionários entre os seus, depois veremos...»

Ele assegura que muitos jovens expressaram o desejo de servir de imediato na Síria ou no Iraque. A eles respondeu: «Não... talvez dentro de alguns anos. Primeiro faz uma experiência missionária na tua diocese, ou talvez num bairro mais desfavorecido.»

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