«Os Primeiros 100 Anos do Cristianismo. De seita messiânica a Igreja Cristã» é o tema do Encontro de Formação eclesial, este fim de semana, em Lisboa
«Os Primeiros 100 Anos do Cristianismo. De seita messiânica
a Igreja Cristã» é o tema do Encontro de Formação eclesial, que a Associação
Fraternitas Movimento promove de 5 a 7 de outubro, em Lisboa.
A orientar a formação estará o Pastor Dimas de Almeida, da
Igreja Presbiteriana de Portugal.
Decorre no Seminário Nossa Senhora de Fátima, da Congregação
dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos), Largo Padre Adriano
Pedrali, 1 | 2610-129 Amadora [GPS: 38.733596,-9.220595]
Programa
Sexta, 5 de outubro
15h00 – Chegada / Acolhimento
16h00 – Comunicação: Uma pluralidade de escritos
»As fontes literárias
» a questão do cânone do Novo Testamento
17h30 – Intervalo
18h00 – Diálogo aberto
19h30 – Jantar
21h00 – Serão: A Alegria da Comunidade
sábado, 6 de outubro
08h30 – Oração comunitária
09h00 – Pequeno almoço
09h30 – Comunicação: Uma diversidade de atores
» O judaísmo do princípio do séc. I
» João Baptista e Jesus de Nazaré
» a primeira Igreja de Jerusalém
» os helenistas
» Paulo
» o «discípulo amado»
» Maria Madalena
11h00 – Intervalo
11h30 – Diálogo aberto
13h00 – Almoço
15h00 – Comunicação: Uma polifonia de interpretações
» “Quem dizeis vós que Eu sou?”
» A questão da herança de Jesus
» Pedro e Paulo
» O concílio dos apóstolos
» Quatro evangelhos e não um
» A separação entre a sinagoga e a igreja
» Como pode a pluralidade de um cânone
ser fundamento para a proclamação
da unidade cristã?
ser fundamento para a proclamação
da unidade cristã?
17h00 – Intervalo
18h00 – Diálogo aberto
19h30 – Jantar
20h30 – Visionamento do filme: Dos Homens e dos Deuses
domingo, 7 de outubro
09h00 – Pequeno almoço
09h30 – Preparação da Celebração
11h00 – Celebração Ecuménica
11h00 – Festa de Encerramento
13h00 – Almoço / Despedida
Inscrições
Secretariado da Fraternitas
E-mail: secretariado.fraternitas@gmail.com
Urtélia Silva: 914 754 706 | 239 001 605
«As origens cristãs revestem-se de apaixonantes dimensões,
não pela unanimidade das vozes (que nunca existiu), mas sim pela vivência de
uma pluralidade fecunda.
Como é que a crença no Messias-Jesus, que caracterizou uma
obscura seita judaica do século I, se foi transformando, nos seus primeiros cem
anos, numa nova religião distinta do Judaísmo? Como é que nos começos incertos
vividos pelas primeiras comunidades se foi progressivamente tomando consciência
da sua especificidade e identidade?
Jerusalém, a cidade santa, alarma-se com o proselitismo dos
neocristãos da diáspora na Fenícia, em Chipre, na Síria. Para Pedro, Tiago e os
outros discípulos que seguiram Jesus e mantêm a sua herança, a ideia de romper
com o judaísmo é completamente estranha: […] eles continuam a ir diariamente ao
Templo para as suas devoções, recitam os salmos de David e as Escrituras (ainda
falta muito até que os Evangelhos sejam escritos), celebram anualmente a Páscoa
judaica, praticam a circuncisão, rezam em hebreu e, mais frequentemente, na
língua local aramaica (ámen, aleluia, hossana, marana-tha).
Não deixam, no entanto, de praticar os gestos novos — a
repartição do pão ou o baptismo da água —, que dizem ter aprendido do seu
fundador, mas é tudo quanto os distingue dos outros judeus.
Não procuram recrutar fora das sinagogas, onde repetem que o
Messias chegou, que a tradição judaica "está cumprida" num certo
Jesus. É sobre a forma de observar as prescrições judaicas que vai rebentar o
conflito entre os "judeo-cristãos" de Jerusalém, fiéis ao Templo e à
Tora, e os que, como Paulo, vêm dessa cultura judaica da diáspora helenizada
[…].
A querela vai sobretudo resultar da admissão dos gentios na
igreja […] (os pagano-cristãos): é preciso submetê-los a todas as obrigações
impostas pela Lei judaica, nomeadamente a circuncisão, ou devem ser
dispensados? É tolerável admitir na nova Igreja circuncidados e
não--circuncidados e fazê-los coabitar?» (adaptado de Henri TINCQ, Cristianismo
emancipa-se do judaísmo, Público 4-08-1999).

Aos amigos, companheiros de luta e sonho - um abraço. Acompanho esta procura de ar fresco, com ternura e emoção. Com tantos ventos contrários, um mergulho na história pode restituir-nos à Verdade primeira que motivou os primeiros cristãos e os determinou na firmeza da Fé. O caminho não é fácil, mas Aquele que tudo pode, motiva-nos, desinstala-nos. É isso que nós pedimos, com firmeza e humildade. Temos consciência de que somos pobres e fracos, mas é nesta fraqueza que assenta o poder do nosso Deus, que fez de pescadores simples doutores na Fé. Abramo-nos ao Espírito, que sempre nos chama por caminhos imprevisíveis. E com a paciência de Maria, "que tudo guardava em seu coração", aprendamos a viver cada dia. Um abraçoamigo. Até breve.
ResponderEliminarJoaquim Soares :: Raiva (Castelo de Paiva), sábado, 6/10, 19h22