Tem sido noticia. O Calvário foi a menina dos olhos do Padre Américo: ver https://www.obradarua.pt/historia-do-calvario-e-da-casa-do-gaiato-de-beire Ao longo de sessenta anos tem acolhido deserdados, maltrapilhos, os sem eira nem beira, toda a espécie de dor, sofrimento e abandono: Farrapos humanos que ninguém queria. E deu-lhes guarida, uma cama e mesa, muita ternura, muito carinho, muito amor.
O Calvário sempre viveu da caridade dos fiéis e da boa vontade dos voluntários. Os próprios utentes se solidarizam e apoiam os outros com mais dificuldades físicas. Ninguém se sente inútil. Cada um à sua maneira e segundo as suas possibilidades dá felicidade e alegria aos demais.
O Calvário não é um lar oficial. É uma casa de família onde todos os utentes se entreajudam. É claro que isto é um ideal e como todas as coisas humanas, sofre altos e baixos. Este lar é pedagógico. Os utentes não estão passivos como nos lares tradicionais. Estes “moradores” estão ativos e segundo as suas capacidades desempenham bom trabalho.
Os técnicos da Segurança Social não vêem o Calvário deste modo. Estes são burocratas e tecnocratas. Vêem e analisam tudo em função dos livros e das teorias que decoraram- No Calvário há vida! Vive-se em amor.
O Padre Batista dirigiu a casa durante décadas. Agora com 85 anos vê esta casa ser invadida por estranhos. Retiram-lhe os idosos, sem uma explicação convincente. Ainda não vi reações da Igreja. Espero que a hierarquia não fique de fora.
Tu, amigo/a, deixa o teu sossego e vai a Beire ver, com teus próprios olhos, este milagre de amor: https://www.obradarua.pt/contacto-calvario.
Apoia o padre que dirige. Conforta, dá uma palavra amiga àqueles residentes. Mostra-lhes que Deus serve-se dos homens… Às vezes estes é que não sintonizam nessa dimensão, mas Deus continua presente.
Joaquim Soares

Comentários
Enviar um comentário