Estar ansioso significa sentir-se preocupado, nervoso ou
temeroso.
A maioria dos medos e ansiedades são normais. Estão em
relação com o processo de aprendermos a sair-nos bem em cada desafio da vida. E o comum
é que desapareçam naturalmente.
A ansiedade passa a ser um problema quando se torna
disfuncional e impede a realização das tarefas simples.
Diz Jesus, no Evangelho de S. Lucas: «Quem de vós, pelo facto de se inquietar, pode acrescentar um côvado à extensão da sua vida? Se nem as mínimas coisas podeis fazer, porque vos preocupais com as restantes?» (Lc 12, 25-26)
Sintomas e manifestações da ansiedade
A ansiedade vai além de simplesmente preocupar-se. Ela é a
confusão de pensamentos, num cérebro incapaz de se desligar, em que a mensagem
é: «Como fazer isso de forma correta?»
Ansiedade é o tempo gasto à espera de uma resposta
enquanto um cenário se monta na nossa cabeça, questionando o que a outra pessoa
está a pensar, ou se estará chateada, ou...
Ansiedade é a mensagem não respondida que nos mata por
dentro, mesmo que digamos a nós mesmos «talvez esteja ocupado(a) e irá
responder depois».
Ansiedade é a voz crítica que diz «talvez ele(a) esteja a ignorar-te».
Ansiedade é acreditarmos em cada cenário negativo que a nossa mente cria.
Ansiedade é esperar, é estar sempre à espera.
Ansiedade é pedir desculpa por coisas que nem precisam de ser
desculpadas.
Ansiedade é duvidar de nós mesmos e a falta de autoconfiança.
Ansiedade é estarmos super-atentos a tudo e a todos.
Ansiedade é alguém mudar de humor apenas pelo tom de voz de outra pessoa.
Ansiedade é arruinar relacionamentos antes mesmo deles
começarem. A mente diz: «Estás enganado(a); ele(a) não gosta de ti e vai deixar-te.» E nós acreditamos.
Ansiedade é um estado constante de preocupação, de pânico e
viver no limite. É viver com medos irracionais.
Ansiedade é ter as mãos suadas e o coração acelerado. Mas por fora, ninguém
percebe. Por fora aparentamos estar calmos e sorridentes, mas por dentro é o contrário.
Ansiedade é querer consertar algo que nem sequer é problema.
Ansiedade é o amontoado de perguntas que nos fazem duvidar de nós mesmos.
É voltar atrás para verificar de novo.
Ansiedade é o desconforto numa festa por pensar que toda a gente nos está a observar e só têm comentários negativos a nosso respeito.
Ansiedade é tentar compensar e agradar em demasia as outras
pessoas.
Ansiedade é querer cumprir sempre o horário, porque o pensamento de
chegar atrasados nos deixa em pânico e, mais grave, com sentimentos de culpa (sobretudo quando o atraso se deve a imprevistos, bons ou maus).
Ansiedade é o medo de fracassar e a procura incansável por
perfeição. É punir-nos quando falhamos.
É ter um roteiro, um plano e, mesmo assim, sentir-nos sempre perdidos.
Ansiedade é a voz dentro da nossa cabeça que diz ‘vais falhar’.
Ansiedade é querer satisfazer as expectativas dos outros, mesmo que isso nos esteja a matando, em vez de nos balizar pelas nossas capacidades e pelos nossos limites.
Ansiedade é culpar-nos por andar sempre distraídos.
Ansiedade é adir continuamente, porque ficamos paralisados pelo
medo de fracassar.
Ansiedade é chorar sozinhos, quando aquela voz crítica nos diz «estragaste tudo, deverias sentir-te lixo».
Kirsten Corley, em Thought Catalog

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