«A desigualdade entre os seres humanos começa cedo. Uns nascem em berços de ouro, outros debaixo das pontes.
O que lhe é próprio (à pessoa, à sociedade) é não se render ao infortúnio, nem a nível individual, nem a nível social.
Quando alguém não pode, precisa de quem o ajude e, para se realizar como humano, precisa de ajudar.
Mas, sem uma dimensão política em que seja possível procurar uma vida de qualidade, em instituições justas, a nível individual e global, não há manta que chegue para todos.
É verdade que ninguém dispõe de soluções prontas a servir a dignidade humana de todos. Mas ninguém devia dispensar a pergunta: eu não posso mesmo fazer nada?»
Até porque quando Jesus cita Deuteronómio (Dt 15, 11), em Marcos (Mc 14, 7), os ouvintes entendiam bem a frase completa: «Sem dúvida, nunca faltarão pobres na terra; por isso, eu te ordeno: Abre generosamente a mão ao teu irmão, ao pobre e ao necessitado que estiver na tua terra.»

Comentários
Enviar um comentário