«Vem, Senhor Jesus!», eis uma proposta de Exercícios Espirituais para rezar diariamente ao longo desta Terceira Semana do Advento
16.12 – Terceiro Domingo do Advento
Textos: Sf 3, 14-18a; Fl 4, 4-7; Lc 3, 10-18: Convite à
alegria
O texto do profeta Sofonias é um convite à alegria, nesta
certeza consoladora: Deus, o Salvador, está presente no meio do Seu Povo,
apesar das desordens e pecados passados.
Esta presença amorosa de Deus traz consigo o perdão,
suspendendo o castigo, afastando o medo e o desalento e dando origem a uma
renovação tão maravilhosa que o próprio Deus Se alegrará perante esta nova
criação:
«Grita jubilosamente, filha de Sião; solta brados de
alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém. O
Senhor revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos. O Senhor,
Rei de Israel, está no meio de ti e já não temerás nenhum mal. Naquele dia,
dir-se-á a Jerusalém: «Não temas, Sião, não desfaleçam as tuas mãos. O Senhor
teu Deus está no meio de ti, como poderoso salvador. Por causa de ti, Ele
enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria por tua causa,
como nos dias de festa».
Na carta dirigida aos Filipenses, o apóstolo Paulo
convida-os: «Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos.
Seja de todos conhecida a vossa bondade. O Senhor está próximo!»
A Alegria cristã brota da bondade, da partilha, da procura
de uma justiça que se constrói fundamentada em novos relacionamentos.
No Evangelho do domingo passado, João Batista, no deserto,
pregava um batismo de conversão e a necessidade de preparação para a Vinda do
Messias.
Na primeira parte do Evangelho que lemos hoje, destaca-se a
pergunta que diferentes grupos de pessoas realizam a João Batista: O que
devemos fazer?
A resposta de João é direta e simples: condena a
concentração de bens, esquecendo quem, ao lado, passa necessidades; condena o
abuso de poder e a dominação pelo medo; e denuncia a mentira.
17.12 – Segunda-feira
Texto: Mt 1, 1-17: Jesus, filho de Abraão, filho de David,
filho de José
Nesta terceira semana do Advento, São Mateus declina para
nós a genealogia de Jesus, o Messias esperado, filho de Abraão, filho de David,
filho de José, o esposo de Maria.
As promessas de Deus feitas aos antepassados atravessam as
gerações, onde haverá membros do povo eleito e estrangeiros, santos e
pecadores, e vêm a realizar-se finalmente em Jesus Cristo, Filho de Deus e
Filho do homem, Salvador universal. Esta leitura, parecendo, à primeira vista,
simples enumeração de nomes, é um testemunho eloquente da fidelidade de Deus à
sua aliança com os homens. Ainda que estes O abandonem, Ele não os abandonará.
18.12 – Terça-feira
Texto: Mt 1, 18-24: Ela dará à luz um filho,
a quem porás o
nome de Jesus
Como Maria, na Anunciação, aceitou a mensagem de Deus,
também José aceita com fé o sinal. Diante da descoberta da gravidez de Maria,
José, qualificado como homem justo, tem diante de si duas alternativas que lhe
passam pela cabeça. Uma, pensa em afastar-se de Maria, fugir, não querer
assumir a criança da qual ignora o pai, e a outra expor Maria às formalidades
da Lei, mas não faz isso por estar convencido da virtude de Maria.
Jesus não é apenas um filho da história humana. Ele é o
Filho de Deus. Sua mãe é humana. Seu pai é divino. Ele vai nos ensinar o Projeto
de Deus para que sejamos todos livres e vivos, a fim de nos tornarmos o que
Deus deseja. O nome “Jesus” significa “Deus salva”.
19.12 – Quarta-feira
Texto: Lc 1, 5-25: Não temas, Zacarias,
porque a tua súplica
foi ouvida
Zacarias aparece como um homem justo e com características
similares aos da história de Abraão e Sara. Vai receber no templo, que
representa o coração do judaísmo, o anúncio do nascimento de seu filho.
Descreve-se a missão de João Batista que vem preparar o
caminho do Senhor Jesus. São dois os aspectos que o texto destaca em João
Batista. O primeiro é o de haver recebido a plenitude do Espírito. O segundo
aspecto que se afirma de João é o de encarnar o profeta Elias, que a tradição
de Israel esperava no final dos tempos como precursor do Messias.
A conjugação destes dois elementos nos indica que estamos
entrando no tempo da salvação definitiva da humanidade. A boa notícia se
aproxima dos homens por meio de João Batista que preparará o povo de Israel
para a vinda de seu Senhor.
20.12 – Quinta-feira
Texto: Lc 1, 26-38: “Alegra-te cheia de graça,
o Senhor está
contigo”
O “sim” de Maria não representa apenas um ato de submissão à
vontade de Deus (por meio do anjo), mas um consentimento ativo e responsável. O
diálogo do anjo Gabriel com a Virgem Maria se articula em três momentos: a
saudação e a mensagem, o anúncio da maternidade messiânica, e a revelação da
divina maternidade no anúncio.
Maria coloca uma dificuldade. Como acontecerá isso? Ela
conceberá por obra do Espírito Santo, fonte de vida, que vai descer sobre
Maria, e o pode de Deus Altíssimo vai cobri-la com a sua sombra.
O Evangelho de hoje procura explicar como Jesus, nascido de
maneira misteriosa de Maria, é Filho de Deus, o Messias. Tudo isto mostra que
Deus quer salvar os homens por meio dos homens. Como Maria, na Anunciação,
aceitou a mensagem de Deus.
Jesus não é apenas um filho da história humana. Ele é o
Filho de Deus. Sua mãe é humana. Seu pai é divino. Ele vai nos ensinar o
Projeto de Deus para que sejamos todos livres e vivos, a fim de nos tornarmos o
que Deus deseja. O nome “Jesus” significa “Deus salva”.
Maria é aquela que contribuiu de maneira decisiva para a
libertação do povo de Deus. Ela interfere positivamente na nova criação em
Cristo mediante o Espírito Santo.
Jesus não é apenas um filho da história humana. Ele é o
Filho de Deus. Sua mãe é humana. Seu pai é Deus (Espírito Santo) e José exerce
o papel de pai adotivo.
21.12 – Sexta-feira
Texto: Lc 1, 39-45: Bendita és tu entre as mulheres
e
bendito é o fruto do teu ventre
Nestes dias de Advento, vivemos a alegria da casa de Isabel
e Zacarias, pulamos com o Batista, cantamos com Maria, contemplamos tudo em
silêncio com José. É um momento em que não precisamos fazer propósitos nem
tirar conclusões práticas. Não precisamos fazer nada. Basta entrar no ócio da
contemplação e participar da alegria da presença de Jesus em Maria. Podemos
rezar os mistérios gozosos do terço e repetir com o Anjo: “Ave, cheia de
graça”. E com Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do
teu ventre”. Maria, grávida de seu Filho Jesus, foi as pressas até Ein Karem,
nas montanhas de Judá, ao lado de Jerusalém, para estar com sua prima Isabel.
Há uma grande alegria nesta visita.
22.12 – Sábado
Lc 1, 46-56: Minha alma glorifica o Senhor...
A narrativa do Evangelho de hoje nos apresenta um cântico, o
Magnificat. É chamado também de cântico de Maria, o seu conteúdo possui
diversos matizes, é uma das grandes manifestações de Deus, agindo no meio do
povo, e uma resposta do homem ao amor de Deus.
O Magnificat é uma sucessão de realidades da Palavra,
vividas por Maria, que transbordam espontaneamente de sua intimidade. Maria
alimentava-se das Escrituras, daí sua fala estar revestida da Palavra de Deus.
Cada trecho desse cântico é um eco de alguma passagem da bíblia no Antigo
Testamento.
Portanto, vemos aí Maria tão unida à Palavra de Deus que
disso resulta o seu eco sonoro. Não devemos nos admirar, portanto, pelo fato de
Deus na Anunciação lhe responder por intermédio do anjo, do mesmo modo.

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