Ano Missionário dia a dia... Em seis parágrafos, o Papa Bento XV resume quase 2000 anos de evangelização nos cinco continentes
O Papa Bento XV escreve na carta apostólica Maximum Illud:
«Mesmo durante os três primeiros séculos do cristianismo,
quando a fúria das perseguições desencadeadas pelo inimigos, inundava de sangue
a Igreja nascente, a voz do Evangelho foi proclamada em todo o Império Romano.
Quando posteriormente foi concedida a paz e a liberdade à
Igreja, foram ainda maiores os progressos alcançados no Apostolado em todo o
mundo, sobretudo pelas mãos de pessoas que se distinguiam pelo zelo e
santidade. Nessa época, Gregório, o Iluminador, levou a Arménia até à fé
cristã; Vitorino, a Estíria; Frumêncio, a Etiópia; Patrício converteu os
Irlandeses ao cristianismo; Agostinho converteu os ingleses; Colomba e
Palladio, os escoceses; Clemente Willibrord (primeiro Bispo de Utrecht),
evangelizou a Holanda; Bonifácio e Anscário, a Alemanha; Cirilo e Metódio, os
eslavos. Alargando o horizonte, Guilherme de Rubruquis levou o evangelho à
Mongólia, o Beato Gregório X enviou missionários para a China e os franciscanos
estabeleceram lá um cristianismo jovem, que em seguida foi arrasado pela
tempestade da perseguição.
Depois da descoberta da América, uma multidão de apóstolos,
entre os quais recordamos principalmente Bartolomeu de Las Casas (distinto
dominicano), consagraram-se à proteção dos indígenas, contrariamente à tirania
humana, com a finalidade de os libertar da dura escravidão do demónio.
Na mesma época S. Francisco Xavier, digno de ser comparado
aos Apóstolos, depois de tantos trabalhos na Índia Oriental e no Japão, morreu às
portas do Império Chinês (onde desejava chegar), quase conseguindo, com a sua
morte, o caminho para uma nova evangelização daquelas regiões, onde depois
tantas ordens religiosas e institutos missionários exerceram o apostolado no
meio de grandes dificuldades.
Finalmente a Austrália, o último continente a ser
descoberto, e ao mesmo tempo os territórios da África central, receberam também
anunciadores da fé cristã; e no imenso oceano Pacífico também todas as ilhas,
mesmo as mais isoladas, foram alcançadas pelo zelo dos nossos Missionários.
Muitos destes, desejando a salvação dos irmãos, a exemplo dos Apóstolos,
alcançaram o máximo da perfeição.
Muitos outros, coroaram o seu apostolado com o martírio e
selaram a sua fé com o sangue.»
Continua...

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