Há um misterioso peregrino que nunca perdeu uma Jornada Mundial da Juventude desde que foram criadas por S. João Paulo II


A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é um evento de importância internacional. Este ano, na sua 32.ª edição, coloca o Panamá no centro das atenções de todo o mundo.

Jovens crentes de todas as latitudes do mundo estão reunidos no Panamá para partilhar os sonhos e valores da sua geração, para aprender com novas culturas, para crescer humana e espiritualmente, para experimentar Deus na oração e nos sacramentos e para ouvir a mensagem que o carismático Papa Francisco lhes traz.

Estes jovens que vêm de todos os cantos do planeta são chamadas peregrinos, mas há um indivíduo que não perdeu uma JMJ desde que foram criadas pelo Santo Papa João Paulo II (no ano de 1985. Naquele que havia sido declarado o Ano Internacional da Juventude, João Paulo II, redigiu em 31 de março de 1985 a Carta Apostólica Dilecti AMICI aos jovens do mundo e, mais tarde, 20 de dezembro do mesmo ano anunciou ao mundo a instituição das denominadas Jornadas Mundiais da Juventude).

A jornada deste peregrino “misterioso” – mas que certamente todos conhecem – começou há muito tempo, ainda antes da Criação do mundo. O seu nome é Jesus.

Este peregrino não vai dar nas vistas, mas é claro para todos que o melhor da JMJ é mérito todo Dele. Jesus vai estar entre a multidão. Jesus está com os jovens. Nos jovens há terreno fértil para a Sua mensagem renovadora: mais humanidade, menos consumismo, mais misericórdia, paz, aceitação uns dos outros sem rótulos e estereótipos, esperança, utopia, vida aceite, protegida e doada…

Jesus, que foi perseguido e crucificado por pensar diferente, conhece o íntimo de cada jovem peregrino: Ele sabe que a desigualdade económica, os interesses das ideologias dominantes, a política perversa e as más ações de cada dia de cada pessoa estão a destruir a humanidade e, em particular, as novas gerações, a quem as anteriores se habituaram a chamar «o futuro».

Todavia, no presente, muitíssimos jovens sofrem desde a infância o cancro da corrupção nos governos, nas instituições, nas empresas, cancro que os priva de ter uma educação de qualidade, acesso a sistemas de saúde decentes, uma vida de bem estar com dignidade: com casa, quefazer, comida, cultura, lazer…

Muitos dos jovens levam nas suas mentes desejos de mudança, ou porque eles mesmos estão a perder as suas vidas, porque buscam um ideal: a liberdade, ou porque são testemunhas de multidões privadas desse dom.

Jesus não tem medo de estar ali a acompanhar estes jovens, de apoiá-los e inspirá-los para denunciarem a falta de oportunidades num mundo cada vez mais egoísta – onde aqueles que têm mais poder económico oprimem aqueles que não têm nada; onde aqueles destroem o meio ambiente, provocam a migração e surgem nacionalistas com ódio que rejeitam quantos tiveram de deixar a sua terra natal, porque não há esperança, e decidem apostar as suas vidas para a encontrar.

Este peregrino misterioso – que não perdeu nenhuma das JMJ –, também chamado Filho de Deus, não quer mais discriminação, não quer mais gente deixada ou posta à margem e não quer ninguém indiferente.

O peregrino Jesus de Nazaré acompanha os peregrinos do mundo inteiro na sua caminhada, porque quer que a humanidade mude o seu modo de pensar e de agir: em uns, o consumismo; em outros, o fanatismo; em outros, o egoísmo. Os perigos do tráfico de drogas que, segundo a filosofia do dinheiro fácil, acabam com tantas vidas a cada ano, é outra questão que o "Mestre" não cessa de chamar «perversão» (desvio daquilo que é considerado bom, correto ou razoável).

Ele também sofre, porque alguns jovens não se tornam peregrinos, devido às ações de um grupo de pastores que prejudicam os princípios morais que devem governar a Igreja e preferem atacar crianças inocentes.

O peregrino Jesus está muito presente na Jornada Mundial da Juventude e, embora a sua presença seja um mistério (só é captada pelo pulsar do coração e pela sabedoria da mente), não haverá jovem que não sinta o encanto, o desafio, a santidade da sua mensagem. E voltarão mais sábios em Sagrada Escritura e mais hábeis para ter uma relação de Amigo com Deus e de fraternidade com toda a humanidade.

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