6 problemas no amor dos pais que fazem muito mal aos seus filhos

Brigas constantes, falta de paciência, manipulações subtis, mentiras, ofensas verbais ou físicas, alheamento do mundo, falta de espiritualidade... nos pais são atitudes que afetam a autoestima e prejudicam os relacionamentos futuros dos filhos.

A boa ou má vida conjugal não impacta apenas marido e mulher, mas também os filhos. As crianças percebem o amor ou a tensão entre os pais e absorvem o ambiente de concórdia ou de conflito.

Ao deixar que as arestas do relacionamento cresçam e se tornem verdadeiros problemas, o casal pode causar graves feridas nos filhos e até mesmo arruinar a visão que eles têm de um relacionamento.

Se tais problemas não são resolvidos, é bem possível que sejam transmitidos aos filhos, que viverão nos seus próprios relacionamentos a indiferença, a falta de comunicação e até mesmo o abuso.

Brigas constantes dos pais gera sentimentos de culpa nos filhos
Viver num ambiente familiar infeliz, com agressividade, impaciência, amuos... maltrata a autoestima dos filhos e cria neles problemas de confiança. É comum as crianças interiorizarem essa agressividade e perguntarem-se o que é que fazem ou fizeram de errado para que os seus pais estejam a brigar. Os filhos tendem a acreditar que são os causadoras da desarmonia.

Rivalidade dos pais ensina os filhos a manipular
O normal é que os pais tomem decisões juntos. Também é normal que contribuam ambos para a prática dessa decisão. Quando, porém, um dos dois boicota e prejudica a postura do outro, sobretudo se é feito na presença ou com conhecimento dos filhos, isso ensina as crianças a serem manipuladores e destrói o conceito de equipa que caracteriza a família. A rivalidade não é outra coisa senão procurar a vitória do próprio ego.

Falta de comunicação dos pais cria filhos desligados emocionalmente
Ser arrogante ou indiferente, ser indiscreto ou guardar para dentro, procurar mais ajuda nos amigos ou na Internet do que debater os assuntos em família é «espalhar a "roupa suja" com a ventoinha ou  varrer os problemas para debaixo do tapete». Os filhos, por um lado, sentir-se-ão expostos ou inseguros, sem apoio e resguardo em casa, e, por outro, aprenderão a desligar-se emocionalmente dos pais, tornando-se agressivos quando contrariados ou entediados quando sem motivação.

Mentiras dos pais ensinam os filhos a inventar desculpas
As crianças não são estúpidas. Elas sabem quando os pais são desonestos, quando mentem ou quando omitem. Os filhos precisam de saber que existem pessoas honestas e sinceras, que é bom ser assim – e que essa é a característica dos seus pais. As mentiras só produzem falta de confiança. Mesmo as “mentirinhas” ensinarão a inventar desculpas.

Desprezo entre os pais acentua conflito de gerações
Com o passar dos anos, os encantos que levaram ao namoro - sobretudo os físicos - desaparecem. E são esses os primeiros a provocar desprezo, afastamento, desistência de frequentar lugares ou eventos públicos, por exemplo, entre marido e mulher. A situação é grave se um filho tem preferência por um dos pais e, ou assumirá a atitude de menosprezo do progenitor ou a outra atitude de vítima.

Falta de formação contínua dos pais - pela oração, leitura, cultura, etc. - priva os filhos de impulso para aperfeiçoar o mundo
Pela oração, conhecemos o projeto de Deus para cada um de nós, em cada dia e no futuro; pela leitura, cultura, etc., recebemos inspiração e alento. Os pais que não cuidam desses aspectos é como se não se preocupassem com a alimentação dos filhos. Pais que não leem, que não participam em atividades culturais, que não rezam, obrigam os filhos a ser voluntários nessa área ou, pior, não despertam neles esses hábitos que, pouco a pouco, mudam o mundo.

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