«É preciso dar educação sexual nas escolas, objetiva, sem colonizações ideológicas», defende o Papa Francisco. «O ideal é que comece em casa, com os pais.»

Pergunta de Edwin Cabrera Uribe: «Há um problema que é comum a toda a América Central, incluindo o Panamá e boa parte da América Latina: a gravidez precoce. Só no Panamá foram dez mil em 2018. Os detratores da Igreja Católica culpam-na porque ela se opõe à educação sexual nas escolas. Qual é a opinião do papa?»
Creio que é preciso dar educação sexual nas escolas. O sexo é um dom de Deus, não é um monstro. É o dom de Deus para amar e, se alguém o usa para ganhar dinheiro ou explorar o outro, é um problema diferente. 

É preciso oferecer uma educação sexual objetiva, como é, sem colonizações ideológicas. Porque, se nas escolas se dá uma educação sexual embebida de colonizações ideológicas, destrói-se a pessoa.

O sexo como dom de Deus deve ser educado, não com rigidez. Educado, de ‘educere’, para fazer emergir o melhor da pessoa e acompanhá-la no caminho. 

O problema está nos responsáveis pela educação, seja a nível nacional seja local, assim como em cada unidade escolar: que professores há  para isso, que livros de textos... Já vi coisas de todos os tipos, há coisas que fazem amadurecer e outras que causam danos.

É é preciso ter uma educação sexual para as crianças. O ideal é que comece em casa, com os pais. Nem sempre isso é possível devido a muitas situações familiares, ou porque não sabem como fazê-lo. A escola compensa  isto e deve fazê-lo, caso contrário, fica um vazio que é preenchido por uma ideologia qualquer.

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