Na narração da Ascensão de Jesus, o evangelista S. Lucas insiste
no gesto de bênção: «Levantando as mãos os abençoou e enquanto os
abençoava, afastou-Se deles...»
Jesus gostou sempre de abençoar. Abençoou as crianças, os
pobres, os doentes e desventurados. Seu gesto era carregado de fé e de amor.
Ele desejava envolver aqueles que mais sofriam, com a compaixão, a proteção e a
bênção de Deus.
A partir de então, os seus(suas) seguidores(as) começam a sua
caminhada até aos confins do mundo, realizando aquela bênção com a qual Jesus
curava os doentes, perdoava os pecadores e acariciava os pequenos.
Nós, seguidores(as) de Jesus, somos portadores(as) e
testemunhas da sua benção no mundo atual.
Como cristãos, a nossa primeira tarefa é ser testemunhas da
Bondade de Deus. Manter viva a esperança, não nos rendermos diante de tanto
“maldizer”. Porque Deus olha a humanidade com ternura e compaixão.
Num mundo onde é tão frequente “maldizer”, condenar,
prejudicar e difamar, é mais necessária do que nunca a presença de
seguidores(as) de Jesus que saibam “abençoar”, buscar o bem, dizer bem, fazer o
bem, atrair para o bem.
Abençoar é, antes de mais nada, desejar o bem às pessoas que
encontramos em nosso caminho. Querer o bem de maneira incondicional e sem
reservas. Querer a saúde, o bem-estar, a alegria..., tudo o que pode ajudá-las
a viver com dignidade. Quanto mais desejamos o bem para todos, mais possível é
sua manifestação.
Abençoar é aprender a viver a partir de uma atitude básica
de amor à vida e às pessoas. Aquele que abençoa esvazia o seu coração de outras
atitudes pouco sadias, como a agressividade, o medo, a hostilidade ou a
indiferença. Não é possível abençoar e ao mesmo tempo viver a condenar, rejeitar,
odiar.
Abençoar é desejar a alguém o bem do mais profundo de nosso
ser, mesmo que nós não sejamos a fonte da bênção, mas apenas suas testemunhas e
portadores. Aquele que abençoa não faz senão evocar, desejar e pedir a presença
bondosa do Criador, fonte de todo bem. Por isso, só se pode abençoar numa
atitude de agradecimento a Deus.
A bênção faz bem a quem a recebe e a quem a pratica. Quem
abençoa os outros abençoa-se a si mesmo. A bênção fica ressoando em seu
interior, como prece silenciosa que vai transformando seu coração, tornando-o
melhor e mais nobre. Ninguém pode sentir-se bem consigo mesmo enquanto continua
a maldizer o outro no fundo do seu ser. Não é possível ser canal de bênção do
Criador se do próprio coração brotam palavras de intolerância, de preconceito e
julgamento. “Maldizer” o outro é maldizer-se a si mesmo.
Fonte: Centro Loyola

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