Contemplando a ação do Apóstolo Tomé, que coloca a mão nas chagas do Ressuscitado e o declara «Meu Senhor e meu Deus!», Francisco acrescentou: «Mas, se colocarmos, juntos, as mãos nestas feridas, confessarmos que Jesus ressuscitou e o proclamarmos como “nosso Senhor e nosso Deus”; se reconhecermos nossas faltas e nos deixarmos imergir nas suas chagas de amor, talvez possamos reencontrar a alegria do perdão e regozijar-nos por aquele dia em que, com a ajuda de Deus, poderemos celebrar o mistério pascal no mesmo altar.»
Em seguida, enunciou três dimensões do ecumenismo praticados pela Igreja ao longo da História.
Ecumenismo do sangue
Neste caminho, afirmou o papa, somos sustentados por tantos irmãos e irmãs cristãos, verdadeiras testemunhas da Páscoa, que neste país, sofreram tribulações, em nome de Jesus, especialmente durante a perseguição do século passado, que pode ser considerado “ecumenismo de sangue”! E acrescentou:
«Ecumenismo de sangue! Aqueles cristãos espalharam um suave perfume na "Terra das Rosas"; passaram pelos espinhos da provação para difundir a fragrância do Evangelho; desabrocharam em um terreno fértil e entre um povo rico de fé e humanidade, como a vida monacal, que, de geração em geração, alimentou a fé do povo.»
Ecumenismo do pobre
Quantos irmãos e irmãs espalhados pelo mundo, exclamou Francisco, continuam a sofrer por causa da fé, dando-nos o exemplo como sementes, que crescem e dão frutos. Por isso, somos chamados a caminhar e agir juntos para dar testemunho do Senhor, servindo, de modo particular, os irmãos mais pobres e esquecidos, que representam o “ecumenismo do pobre”.
Aqui, o Papa Francisco citou o exemplo dos Santos Cirilo e Metódio, “Apóstolos dos Eslavos”, que já pressentiam os sinais premonitórios das dolorosas divisões, que ocorreriam nos séculos seguintes. Por isso, escolheram a perspectiva da comunhão.
Ecumenismo da missão
«Missão e comunhão: duas palavras sempre presentes na vida dos dois Santos e que iluminam o nosso caminho para crescermos em fraternidade. O ecumenismo da missão.»
Papa Francisco concluiu seu pronunciamento assegurando as suas orações por este amado povo búlgaro, pela sublime vocação deste país, por nosso caminho num “ecumenismo de sangue”, “ecumenismo do pobre” e “ecumenismo da missão”.
Papa Francisco concluiu seu pronunciamento assegurando as suas orações por este amado povo búlgaro, pela sublime vocação deste país, por nosso caminho num “ecumenismo de sangue”, “ecumenismo do pobre” e “ecumenismo da missão”.
Fonte: Vatican News

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