Sessenta dias depois da Páscoa, este ano a 20 de junho, a Igreja celebra a solenidade do Corpo de Deus. Ocorre a uma quinta-feira, para lembrar a Última Ceia que aconteceu na Quinta-Feira Santa.
Por todo o mundo, os cristãos participam na Eucaristia, na procissão do Corpo de Deus e fazem adoração do Santíssimo. Estes rituais acontecem há mais de 700 anos. O Corpo de Deus começou a ser celebrado em 1246, na cidade de Liège (Bélgica). O Papa Urbano IV, em 1264, tornou-a oficial em toda a Igreja.
Esta solenidade afirma e celebra a presença real de Jesus Cristo na hóstia e no vinho consagrados pelo Espírito Santo, quando o sacerdote repete as palavras de Jesus Cristo na Última Ceia «Isto é o meu corpo […] Este cálice é a nova Aliança no meu sangue».
Na catequese, usa-se a palavra «hóstia» para referir o pão que é consagrado e comungado na missa. Este vocábulo deriva do latim hostia, que significa «vítima».
Os romanos chamavam hóstia aos animais sacrificados em honra dos deuses e aos que morriam defendendo o imperador e a pátria, tanto aos soldados caídos na guerra como às vítimas da agressão inimiga.
O Cristianismo adotou a palavra «hóstia» para se referir à maior vítima da agressão humana, Jesus Cristo, morto na cruz. Todavia, Jesus viveu a paixão como um sacrifício, de modo que a morte, como consequência do pecado, fosse vencida pela ressurreição, que é a expressão máxima do amor.
Então, a hóstia é Jesus Ressuscitado. Nós agradecemos-Lhe a sua entrega por nós, por meio de gestos, como a adoração e a comunhão. Por sua vez, Ele passa a habitar em nós e faz com que também ofereçamos os nossos atos diários como serviço aos irmãos.
Fernando Félix, em «Sementes da Fé», na revista AUDÁCIA

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