Se por um instante Deus se esquecesse
de que sou uma marioneta de trapos
e me presenteasse com mais um pedaço de vida,
eu aproveitaria esse tempo o mais que pudesse...
Possivelmente não diria tudo o que penso,
mas definitivamente pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não por aquilo que valem,
mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais,
porque entendo que por cada minuto que fechamos os olhos,
perdemos sessenta segundos de luz.
Andaria quando os demais se detivessem,
acordaria quando os demais dormissem.
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida,
deitava-me ao sol, deixando a descoberto,
não somente o meu corpo,
mas também a minha alma.
Aos homens,
eu provaria quão equivocados estão ao pensar que deixam de se enamorar quando envelhecem,
sem saberem que envelhecem quando deixam de se enamorar...
A uma criança eu daria asas,
mas deixaria que aprendesse a voar sozinha.
Aos velhos ensinaria que a morte não chega com o fim da vida,
mas sim com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi convosco, homens...
Aprendi que todo o mundo quer viver no cimo da montanha,
sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.
Aprendi que quando um recém-nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, agarrou-o para sempre.
Aprendi que um homem só tem direito a olhar o outro de cima para baixo quando está a ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas agora, realmente de pouco me irão servir, porque quando me guardarem dentro dessa caixa, infelizmente estarei a morrer.
Johnny Welch, em «A Marioneta de pano»
«Não serás recordado pelos teus pensamentos secretos. Pede ao Senhor a força e a sabedoria para os expressar. Demonstra aos teus amigos e entes queridos o quanto são importantes para ti.»

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