«Demora mais tempo trabalhar comportamentos do que apreender conhecimentos e técnicas, mas esse trabalho interior levar-nos-á mais longe»
Num profissional de sucesso, as características comportamentais
são em maior número do que as características técnicas. Sem ter uma base
científica, arriscaria dizer que a proporção deve estar em 80 % de
características comportamentais e 20% de técnicas.
Esta reflexão ajuda-nos a
perceber que a possibilidade de evolução profissional está mais relacionada com
a nossa forma de estar no trabalho. As pessoas que mais evoluem não têm de ser
as que transbordam conhecimentos e competências técnicas, mas sim aquelas que
têm uma postura diferenciadora, pela positiva, perante a cultura de empresa, os
colegas, os clientes/fornecedores, etc..
Claro que as competências técnicas têm relevância, pois não se é
um grande profissional sem dominar a técnica, mas não é necessariamente esse
domínio que faz evoluir um trabalhador.
Infelizmente encontramos muitos portugueses que encaram o trabalho
sem grande perspetiva, porque se resignam no pensamento de que neste país só
evolui quem tem ‘cunhas’. Não obstante haver situações de injustiça no mundo do
trabalho, também é verdade que essa postura pode estar a fechar-nos horizontes.
Se começarmos a acreditar mais que está dentro de cada um o
potencial de evolução, então a perspetiva perante o trabalho pode ser mais
animadora.
Demora mais tempo trabalhar comportamentos do que apreender
conhecimentos e técnicas, mas esse trabalho interior levar-nos-á mais longe.
JOÃO RAPOSO (joao.raposo@reorganiza.pt), Destak

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