A produção
cinematográfica sobre a vida consagrada é numerosa. Esta é apenas uma seleção.
Homens e deuses (2010)
O filme de Xavier Beauvois é um dos que melhor refletem os diferentes aspectos da vida consagrada. A verdadeira dimensão procede do testemunho de martírio dos sete monges trapistas da abadia de Nossa Senhora do Atlas, em Tibhirine (Argélia), assassinados em 1996.
No filme, reflete-se a
consistência da vocação pessoal dos monges, bem como a sua oração, as suas dúvidas e
decisões; a comunidade como Igreja em inserção e transparência de Cristo
presente entre os pobres e sinal de diálogo e perdão para a humanidade; o
discernimento comunitário, difícil e doloroso, ao mesmo tempo que alegre,
sintetizado magistralmente na última cena, que mostra a passagem da dúvida e do
medo até chegar à entrega e à paz.
Do ponto de vista da
teologia da vida religiosa, o filme é cativante: um ícone da dimensão
escatológica, reconciliadora e fraterna da vida consagrada.
Andrei Rublev (1966)
Este filme é uma obra-prima de um dos grandes do cinema espiritual, Andrei Tarkovsky. A longa metragem mostra como a existência dos monges no meio da barbárie conservou a beleza como manifestação de Deus.
Os últimos passos de um homem (1995)
Este filme de Tim Robbins mostra a vida real da irmã Helen Prejean a acompanhar um condenado no corredor da morte. O amor paciente e o sacrifício da religiosa, apoiada pela sua comunidade, ajudarão Patrick Sonnier (Sean Penn), um homicida condenado à morte, na descoberta do perdão e da redenção.
A missão (1986)
Este filme de Roland Joffé mostra a vida dos jesuítas nas reduções do Paraguai. É interessante observar o antagonismo entre o padre Gabriel (Jeremy Irons), com as opções dos jesuítas no meio dos guaranis, e o capitão, caçador furtivo de índios, Rodrigo Mendoza (Robert De Niro), que se converte do seu passado violento e se torna irmão jesuíta. Mas nem o pacifismo espiritual de um nem a defesa organizada de forma militar do outro conseguem salvar os indígenas.
Monsieur Vincent (São Vicente de Paulo) (1947)
Entre os clássicos, é preciso destacar o vencedor do Oscar, Monsieur Vincent, de Maurice Cloche, um retrato interessantíssimo de São Vicente de Paulo, fundador dos Missionários Paulinos e das Filhas da Caridade. Destaca-se a sua luta a favor dos pobres e o seu testamento à jovem religiosa no final.
Visão: Da Vida de Hildegarda de Bingen (2009)
A história de Hildegard von Bingen é marcada pelo rigor histórico e pela personalidade da santa beneditina, ainda que tenha mais dificuldades para representar a dimensão espiritual das suas visões.
A História de Uma Freira (1959)
A protagonista, Gabrielle van der Mal (Audrey Hepburn), depois de muitas dúvidas e da renúncia à sua vida acomodada, emitiu os votos perpétuos, tornando-se Luc. No hospital em que trabalha como enfermeira, conhece o doutor Fortunati (Peter Finch), por quem se apaixona. A trama mostra o conflito que a jovem tem diante da sua consciência e a sua necessidade de ser coerente. É um convite à reflexão.
Adeus, meninos (1987)
Neste filme de Louis Malle, uma comunidade de carmelitas resiste aos nazistas, escondendo os alunos judeus entre os seus pupilos: uma preciosa herança de coragem para os sobreviventes.
Diálogos das carmelitas (1960)
Esta adaptação da obra
de Bernanos, de Philippe Agostini e do religioso dominicano Raymond Leopold
Bruckberger, mostra como uma comunidade religiosa enfrenta a morte de maneira
heróica.
Ostrov – A ilha (2006)
Uma ilha no Mar Branco da antiga União Soviética, um mosteiro de monges ortodoxos. Várias pessoas aguardam, desejam falar com um velho monge.
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