No Evangelho de hoje, a pergunta que nos é colocada é: queremos tornar-nos ricos de celeiros ou de coração?

No caminho para Jerusalém, o evangelista S. Lucas aproveita os diferentes episódios para nos revelar como Jesus vai formando os discípulos no verdadeiro seguimento. 

No domingo passado (clicar: DOMINGO XVII DO TEMPO COMUM), aprendemos a orar com Jesus - ensinou-lhes o Pai-Nosso.

No próximo domingo (clicar: DOMINGO XIX DO TEMPO COMUM), seremos motivados a alimentar uma atitude de vigilância frente às responsabilidades que nos são confiadas.

Hoje (clicar: DOMINGO XVIII DO TEMPO COMUM), o Evangelho ensina-nos a preservar-nos das falsas seguranças, que consistem em acumular bens materiais para si mesmo, em vez de partilhá-los com os outros: «Atenção! Tomai cuidado com todo tipo de ganância» (Lc 12, 15).

A questão que nos é colocada é esta: queremos tornar-nos ricos de celeiros ou de coração?

O relato tem duas partes: na primeira, Jesus nega-Se a ser árbitro num conflito de heranças; na segunda, Ele adverte-nos do risco de centrar a nossa vida em buscar segurança nos bens terrenos, distanciando-nos do verdadeiro sentido da nossa existência.

Jesus neste Evangelho diz-nos que:
- ter mais não nos faz mais humanos;
- a posse de bens de qualquer tipo não pode ser o objetivo último de nenhum ser humano:
- a armadilha de nossa sociedade de consumo está nisso: quanto maior capacidade de satisfazer as necessidades temos, maior número de novas necessidades despertamos; com isso, não há possibilidade alguma de marcar um limite. 

Já os primeiros cristãos diziam que o objetivo da vida não é aumentar as necessidades, mas fazer com que essas diminuam cada dia que passa. Esse seria o sentido inspirador da vida, ou seja, vida descentrada, oblativa, aberta...

Para ler o texto integral desta reflexão, clicar:

Comentários