Os direitos e os deveres destinam-se a todos.
Quando exercidos assim de forma universal tornam-se virtudes e valores imprescindíveis.
Porém, o que mais existe são aqueles que sentem que têm mais direitos do que outros e que nunca pensam duas vezes em deitar as mãos àquilo que não lhes pertence efetivamente. O cúmulo dos vícios é precisamente este. Porque perante esta atrofia do cérebro (para não dizer falta de juízo), vão surgir outras manias terríveis que semearão todo o género de mal estar.
Não admira que tenhamos de encontrar vítimas da inveja.
Vítimas espoliadas ou roubadas.
Vítimas inquietas.
Vitimas silenciadas.
Vítimas sem lugar.
Vítimas sem vez.
Vítimas sem voz.
Vítimas perturbadas por causa da falta de sorte.
Vítimas caídas ao chão porque faltaram as forças.
Vítimas do desencanto.
Vítimas de todo o género de sofrimentos porque alguém que fica sem o que é seu por direito sabe bem o que é a injustiça.
A dor física chega a dentro.
Mas a dor social corrói por dentro e por fora.
José Luís Rodrigues, diocese do Funchal

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