Certo dia, uma criança aproximou-se do homem mais rico do mundo e perguntou-lhe:
- Há alguém mais rico do que você no mundo?
O homem mais rico respondeu:
- Sim, há uma pessoa que é mais
rica do que eu.
Depois, narrou:
- Eu ainda não era rico nem famoso. Estava no aeroporto de uma enorme cidade quando vi um vendedor de jornais. Eu queria
comprar um jornal, e, tendo-o já nas minhas mãos, descobri que não tinha dinheiro
suficiente. Então, abandonei a ideia de comprar o jornal e devolvi-o ao vendedor. Eu
disse-lhe que não tinha dinheiro.
Porém, o vendedor disse-me:
- Eu ofereço-lho.
Diante da sua insistência, peguei no jornal.
Casualmente, dois ou três meses depois, aterrei no mesmo
aeroporto e, novamente, faltava-me dinheiro para comprar o jornal. E o vendedor
ofereceu-mo outra vez.
Eu recusei e disse-lhe que não podia aceitar, porque naquela ocasião também não tinha dinheiro.
Ele disse-me:
- Você pode levá-lo. Eu estou a partilhar isso dos meus lucros, não ficarei a perder.
Recebi o jornal.
Dezanove anos depois daqueles factos, tornei-me famoso e conhecido pelas
pessoas. De repente, lembrei-me daquele vendedor. Comecei a procurá-lo e, após aproximadamente mês e meio, encontrei-o.
- Conhece-me? - perguntei
- Sim, você é o homem mais rico - respondeu-me.
- Lembra-se da vez que me deu o jornal grátis?
- Sim, lembro-me. Ofereci-lho duas
vezes.
- Eu quero pagar a ajuda que você me deu nessas duas vezes. O que você quiser na sua vida, diga-me, eu dou-lhe.
- Senhor, acredita que, ao fazê-lo, não
poderá igualar a minha ajuda?
- Porquê?
- Eu ajudei-o quando eu era um pobre
vendedor de jornais. Agora, você está a tentar ajudar-me quando se tornou
o homem mais rico do mundo. Como pode a sua ajuda igualar a minha?
Nesse dia, percebi que o vendedor de jornais era mais rico
do que eu, porque ele não esperou para se tornar rico para ajudar alguém.
As pessoas precisam de entender que os verdadeiramente ricos
são aqueles que possuem um coração rico, em vez de muito dinheiro. É realmente
importante ter um coração rico para ajudar os outros.
Eu penso que é muito fácil dar quando nos sobra, o difícil é
estar presentes, mesmo sem ter muito para dar. Isso é praticar a compaixão.

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