Seis razões pelas quais estou feliz por ter ido para o Seminário

1. Maior conhecimento de Deus
Ir para o seminário ajuda a aprofundar o conhecimento de Deus e da Sua Palavra. No seminário é possível conviver, ter aulas e discutir temas de fé e costumes com padres, freiras, professores e com outros alunos com mais frequência.

2. Uma caminhada mais íntima com Deus
Ler a Bíblia e livros de espiritualidade é um modo de estar com Deus, desde que não nos limitemos a ler sobre Deus, mas realmente dialoguemos com Ele. No seminário faz-se isso com mais regularidade - o programa de cada dia prevê diversos momentos de oração - e num ambiente mais propiciador: capela, igreja, espaços de silêncio, jardim...

3. Uma compreensão do que eu não sei
A preparação para o ministério sacerdotal dos presbíteros e bispos é longa e multidisciplinar. Além das disciplinas fundamentais de Filosofia e Teologia, que duram cerca de sete ou nove anos, há também formação humana (psicologia, economia, história, sociologia, por exemplo), formação espiritual e de gestão pastoral de paróquias, comunidades e grupos eclesiais.

Mas, junto com a aquisição de imensos conhecimentos, os seminaristas aprendem também a reconhecer que nunca sabem tudo, que, na Igreja, todos são interdependentes e ninguém é autossuficiente: «Na Igreja, ninguém deve impor as próprias ideias, todos devemos ouvir-nos reciprocamente. Ninguém está excluído, todos somos chamados a participar; ninguém possui toda a verdade, todos devemos procurá-la juntos e humildemente», disse o Papa Leão XIV na homilia conclusiva do Jubileu das Equipas Sinodais, a 26 de outubro de 2025.

Na Igreja, «o Batismo funda uma fraternidade essencial entre todos, base da corresponsabilidade na missão comum. O Sacramento da Ordem, por sua vez, não estabelece uma hierarquia de poder, mas um serviço específico orientado ao crescimento de todo o Povo de Deus, numa lógica de “orientação recíproca” entre o sacerdócio comum e o sacerdócio ministerial» (Miguel de Salis Amaral, no  Jubileu das Equipas Sinodais).

4. Ensina a fazer as melhores perguntas
É imensurável a quantidade de coisas que não compreendemos. E isso quer dizer que há muito que podemos aprender. Todos nós temos perguntas, e é disso que se trata a missão do diácono, do presbítero, do bispo, do catequista, do cristão em geral: fazer e escutar perguntas sobre Deus.

Cada vez que um seminarista se senta na sala de aula, junta-se a pessoas que durante séculos fizeram as mesmas perguntas que ele; crentes que procuraram, estudaram e dedicaram a vida a partilhar com outros os conhecimentos adquiridos com as suas pesquisas e os recebidos de outros. Essa é a missão de ensinar na Igreja - mostrar como Deus, que sendo insondável, comunicou e comunica connosco e Se dá a conhecer. E que, por isso, há respostas disponíveis para muitas das nossas perguntas mais elementares.

O seminário, em primeiro lugar, ensina a fazer as melhores perguntas e, depois, ajuda a encontrar respostas.

5. Oferece bases sólidas de verdade
O seminário ajuda a ter na Bíblia os alicerces que servem de base para testar tudo o que se ouve, vê e sente. Num mundo onde abundam opiniões, sentimentos, ideologias, religiões, ter a Palavra de Deus como guia ajuda a distinguir os ensinamentos enraizados na verdade das Escrituras dos outros.

6. Vocação divina e serviço à Humanidade
A principal razão de ser seminarista é responder a um chamamento de Deus e dedicar a vida aos Seus planosem favor da Humanidade e, em particular, da Igreja.

Ser seminarista é abraçar a nobre causa de levar o amor e a mensagem de Deus a todos os cantos do mundo, a começar pelo lugar (paróquia, hospital, escola, etc.) onde Deus coloca aquele que terminou a formação e foi ordenado diácono, presbítero ou bispo, mas também aquele que, tendo descoberto que não tinha vocação para o sacerdócio ministerial, será um bom pai, um bom profissional, um bom amigo, etc.

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