A relação de Portugal com a Imaculada Conceição, sua padroeira

A relação de Portugal com a Imaculada Conceição é bem mais antiga do que a relação que tem com a cidade de Roma. Ficam alguns apontamentos:

. Ganha destaque em 1385, quando as tropas comandadas por D. Nuno Alvares Pereira derrotaram o exército castelhano e os seus aliados, na batalha de Aljubarrota;

. Em memória desta vitória, o Santo Condestável fundou a igreja de Nossa Senhora do Castelo, em Vila Viçosa;

. O atual Santuário Nacional do Solar da Padroeira afirmou-se nos finais do século XIV como o primeiro sinal desta devoção, em toda a Península Ibérica;

. Um segundo passo deu-se durante o movimento de restauração da independência que pôs fim ao domínio castelhano em Portugal e que culminou com a coroação de D. João IV como rei de Portugal, em dezembro de 1640, no Terreiro do Paço, em Lisboa;

. D. João IV, atento a uma religiosidade que também já envolvera a construção de monumentos como o Mosteiro da Batalha, o Convento do Carmo e o Mosteiro da Conceição, coroou a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha e Padroeira de Portugal durante as cortes de 1646;

. Nas mesmas cortes de 1646, D. João IV ordenou que os estudantes na Universidade de Coimbra jurassem defender a Imaculada Conceição;

. No dia 8 de dezembro de 1854 foi proclamado o dogma da Imaculada Conceição de Maria através da bula ‘Ineffabilis Deus’, que declara a santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro momento da sua existência, sendo preservada do pecado;

. Em 1869 concluiu-se esse primeiro monumento, no Sameiro, em Braga seguindo-se-lhe a construção dum santuário dedicado à Imaculada Conceição de Maria, cuja imagem foi coroada solenemente em 1904.

Uma história longa e com marcas na identidade nacional, que D. Francisco Senra Coelho aprofunda no livro “Nossa Senhora e a História de Portugal”, que interessa retomar nestes dias!

Paulo Rocha, em Agência Ecclesia

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