Senhor Jesus,
Que foste criança,
ensina-nos a
crescer, como Tu, em sabedoria, em estatura
e em graça, diante de Deus e dos homens (Lc 2, 52)
Tu que te retiravas para estar a sós em oração,
ensina-nos a orar sem esquecer o
trabalho (Lucas 4, 42-43).
Tu que escolheste amigos e amigas para aprenderem contigo e para os enviares a anunciar e testemunhar o Evangelho,
ensina-nos a ser família humana e de fé (Marcos 3,
13-19)
Tu que escutavas quem te suplicava,
ensina-nos a dar sem olhar a quem (Mateus 15,
21-28).
Tu que, sendo Mestre e Senhor, serviste,
ensina-nos a servir sem perguntar até
quando… (João 13, 1-20).
Tu que ofereceste a outra face a quem te
batia,
ensina-nos a sofrer sem magoar, seja quem
for (Mateus 27,
11-54).
Tu que ordenavas que não contassem a
ninguém os milagres que fazias,
ensina-nos a progredir sem perder a
simplicidade (João 7, 3-5).
Tu que recomendaste rezar em silêncio e
dar esmolas no segredo,
ensina-nos a semear o bem sem pensar nos
resultados… (Mateus 6)
Tu que és rico em misericórdia,
ensina-nos a desculpar sem condições (Mateus 18,
21-35).
Tu caminhaste decididamente para
Jerusalém, sem temer as ciladas,
ensina-nos marchar para frente sem contar
os obstáculos (Lucas 13,
22-35).
Tu que vias a pureza e para além das
aparências,
ensina-nos a ver sem malícia nem julgamentos (Lucas 18).
Tu que não te deixavas iludir pelas
bajulações dos discípulos,
ensina-nos a escutar, sem corromper os
assuntos (Mateus 16).
Tu que repreendeste os teus apóstolos,
corrigiste, pediste mais aos teus discípulos,
ensina-nos a falar sem ferir (Lucas 9).
Tu que eras conduzido pela misericórdia,
e, por exemplo, curaste a mulher com hemorragia, sem que ela precisasse
pedir-Te,
ensina-nos a compreender o próximo, sem
exigir entendimento… (Marcos 5,
25-34).
Tu que tinhas como medida da dignidade das
pessoas a santidade de Deus - «sede perfeitos/misericordiosos como Deus é
perfeito/misericordioso»,
ensina-nos a respeitar os semelhantes (Mateus 5,
38-48; Lucas 6, 36).
Tu que cumpriste unicamente a vontade do
Pai e nos disseste «também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi
ordenado, dizei: 'Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.'»,
ensina-nos a dar o melhor de nós, além da
execução do próprio dever, sem reclamar reconhecimento… (Lucas 17)
Tu que amaste os teus Apóstolos, mesmo os
que te traíram,
fortalece em nós a paciência para com as
dificuldades dos outros, e ensina-nos que precisamos da paciência dos outros
para com as nossas próprias dificuldades… (João 21).
Tu que mudaste as leis antigas e as
resumiste num só mandamento, o do amor,
ensina-nos para que a ninguém façamos
aquilo que não desejamos para nós… (Mateus 5 e
seguintes).
Tu que pudeste dizer «Tudo está consumado»,
ensina-nos, sobretudo, a reconhecer que a
nossa felicidade mais alta será, invariavelmente, aquela de cumprir os
desígnios de Deus onde e como queira, hoje, agora e sempre (João 19).
Citando Paiva Netto, em Colectânea Ecuménica
de Orações

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