Irmã M. Celestina ensina catequese via Skype e Facebook na Islândia

Numa paisagem dura e selvagem, onde existem glaciares ao lado de campos de lava fumegantes, irmãs religiosas enviadas de todo o mundo partilham a fé com uma comunidade multicultural de católicos na Islândia.

Neste país nórdico insular europeu situado no oceano Atlântico Norte, há 14 500 católicos, cerca de 4 % da população. A maior parte da comunidade católica na Islândia é formada por pessoas de outros países, principalmente de Polónia, Lituânia e Filipinas, entre outros mais de 50 outros países, como Irlanda, França, Argentina e Eslováquia. Estima-se que 2000 islandeses são católicos, de acordo com Ivan Sovic, assistente pastoral da diocese de Reykjavik.

Há um bispo, 14 padres, um diácono, cinco ordens religiosas femininas e três ordens religiosas masculinas em todo o país. Não há escolas católicas.

Embora a Islândia seja um país rico, a Igreja Católica é pobre: o Estado cobra um imposto à Igreja para subsidiar grupos religiosos e paga apenas 90 euros por ano por cada católico registado para compensar os custos da igreja, disse Sovic. Isso é muito pouco para manter locais de culto, centros de reuniões e outras necessidades. A igreja depende da caridade para sobreviver, de acordo com a diocese.

A irmã M. Celestina faz parte de um grupo de Irmãs Carmelitas do Divino Coração de Jesus, encarregadas de espalhar a fé por meio do catecismo. Ela é natural da Bósnia, mas de etnia croata. É religiosa há quanrenta e quatro anos e passou trinta e quatro deles em trabalho missionário. Ela já passou quinze anos no Brasil, e voluntariou-se para ir para a Islândia há dezanove anos.

«Eu gostava imenso de estar no Brasil. Não podia imaginar sair do Brasil. Prometi ao povo morrer entre eles», diz a irmã Celestina. A sua mudança para a Islândia foi o resultado de uma inesperada e repentina mudança de coração, que ela credita a Deus.

«Quando a questão da Islândia surgiu, e me perguntaram se eu poderia ir, eu apenas disse: 'Quando parto?' Até agora, ainda não consigo acreditar que fosse tão fácil. Mas Deus pode fazer isso, e ele fez.»

Atualmente, ela trabalha com um grupo de carmelitas em Akureyri, na região geologicamente mais acidentada do norte da Islândia. A comunidade foi fundada em 2001. São apenas quatro irmãs: Irmã Celestina, duas irmãs do Brasil e uma da Nicarágua.

A tarefa especial da irmã Celestina é proporcionar a catequese às crianças, algumas localizadas em regiões até 200 quilómetros de distância. Durante quatro horas às segundas-feiras e três às quartas-feiras, a religiosa, de 64 anos, usa o Facebook e o Skype para se conectar à distância com os catequizandos e outros membros da multicultural comunidade católica da Islândia.

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