Não seja a opinião ou o apreço dos outros a medida do teu valor. É a tua missão, é Aquele que te criou, que te dão valor e coragem para ser quem és - adaptação cristã do conto do velho relógio

Um Pai antes de morrer disse ao filho:

– Este é um relógio que o teu avô me deu. Tem mais de duzentos anos. Mas antes de to entregar, peço-te que vás à relojoeiro do centro, diz-lhes que queres vendê-lo, para veres quanto ele vale.

O filho foi. Depois voltou e disse ao pai:

– O dono da relojoaria paga-me 5 euros porque diz que ele é velho.

O Pai disse-lhe:

– Vai ao café e pergunta ao dono quanto é que te dá por ele.

O filho foi. Depois voltou, e disse:

– Pai, não pagam nada. Dizem que é velho.

– Muito bem. Peço-te, por último, que vás ao museu e mostres o relógio ao diretor.

Ele saiu e algum tempo depois voltou. Disse então ao pai:

– Não vai acreditar. O diretor disse-me que este relógio vale 250 mil euros!!!

Então, o Pai disse-lhe:

– Queria que percebesses que não é a opinião ou o apreço dos outros a medida do teu valor. Porque há nisso algum interesse da parte deles: uns vão idolatrar-te, outros inimizar-te; uns vão usar-te, outros, negligenciar-te. E poderás ter de cumprir a tua missão mesmo entre quem não goste de ti, não te valorize e queira mesmo destruir-te.

O pai continuou:

– O que te dá valor é a tua missão, e, fundamentalmente, o Pai celeste, que te criou com essa missão; é Jesus Cristo, que te mostra o modo de cumprires a missão; e é o Espírito Santo que te dá coragem para ser quem és. 

E o Pai concluiu:
– Então, quem conhece o teu valor e é inspirado por Deus e pela sua Palavra, irá apreciar-te e agir inspirado por ti, ou contigo, ou em complemento, à sua maneira, cumprindo a sua missão. Porque o relógio não funciona só por si. Necessita, por exemplo, que lhe deem energia. E o relógio sozinho não é suficiente para medir o tempo: fazem falta o calendário, a História, a memória, a utopia... Compreendeste?

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