A Quaresma é um
período em que os cristãos se preparam para celebrar a Páscoa, intensificando a
oração, jejum e esmola.
Todos os anos, pela Quaresma, os bispos
portugueses escrevem mensagens para os seus fiéis e avisam para onde vão
destinar as suas renúncias quaresmais, prestando contas de onde foi gasto o
dinheiro do ano anterior.
Leia aqui excertos das mensagens e siga as
hiperligações para as notícias individuais sobre cada diocese, clicando no nome
do prelado, a azul.
«Colocar o Mistério pascal no centro da
vida significa sentir compaixão pelas chagas de Cristo crucificado, presentes
nas inúmeras vítimas inocentes das guerras, das prepotências contra a vida
desde a do nascituro até à do idoso, das variadas formas de violência, dos
desastres ambientais, da iníqua distribuição dos bens da terra, do tráfico de
seres humanos em todas as suas formas e da sede desenfreada de lucro, que é uma
forma de idolatria.»
«Sempre que partilhamos o que somos e o
que temos, unindo-nos a todos os homens e mulheres de boa vontade, contrariamos
a inclinação para “construir muros” à nossa volta, bem como a tendência para a
acumulação supérflua e o desperdício, e contribuímos para minorar o sofrimento
humano, tornando-nos semeadores de esperança.»
D. Manuel
Quintas, bispo do Algarve
«O nosso modo de vida, na austeridade e na
ascese, no limitar o consumo e a viver no essencial para uma vida digna,
coloca-nos na direção de proteger o ambiente e de assumirmos modos de vida
saudáveis; mas igualmente o dever de partilha com os que sofrem necessidades
também materiais.»
D. João
Lavrador, bispo de Angra
«Quando não vivemos como filhos de Deus,
muitas vezes adotamos comportamentos que põem em risco a relação com o próximo
e as outras criaturas – mas também nos destruímos a nós próprios. Quando se
abandona a lei de Deus, a lei do amor, acaba por se afirmar a lei do mais forte
sobre o mais fraco – o que debilita os vínculos com Deus, com a família, com a
sociedade e com a Igreja.»
D. António
Moiteiro, bispo de Aveiro
«Não esqueçais: celebrar a Páscoa é
reviver o Batismo e celebrar a Eucaristia. Viver a Quaresma é convertermo-nos
do pecado e cultivarmos, na oração, a intimidade com o Senhor que nos
transfigura, e praticarmos o jejum e a esmola para vivermos em verdadeira
comunhão com os irmãos e com a natureza.»
D. João
Marcos, bispo de Beja
«Quaresma, tempo de profetismo social. A
Igreja não é uma casa fechada. Deve ter as portas abertas para conhecer e amar
o mundo.»
D. Jorge
Ortiga, arcebispo de Braga
«Corram o risco de ser eucaristia, numa
escuta atenta que nos levanta. Assumamos este desafio com responsabilidade,
criatividade e audácia!»
D. José
Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda
«A Quaresma é um tempo privilegiado para
“vermos” e “ouvirmos” o Senhor, isto é, para entrarmos numa relação de profunda
amizade com Ele, por meio de uma experiência forte de encontro, que mude a
nossa vida. Trata-se de uma relação que se constrói com a abertura à sua graça
e com o auxílio das práticas legadas pela solicitude da nossa Mãe Igreja.»
D. Virgílio Antunes,
bispo de Coimbra
«Batizados na morte e ressurreição de
Cristo, somos chamados a viver segundo os critérios do Homem Novo, não seguindo
meras propostas ideológicas nem uma moral abstrata, mas o testemunho de vida de
Cristo, na sua obediência filial ao Pai. No tempo da Quaresma, o Povo de Deus é
convidado a empreender um esforço exigente e libertador, abrindo-o ao
chamamento do Senhor e da Comunidade cristã.»
D. Francisco
Senra Coelho, arcebispo de Évora
«[A Quaresma] convida-nos a não poluir, a
andar a pé, atividade que faz muito bem à saúde e ao ambiente, a poupar energia
elétrica e a usar de forma parcimoniosa essa panóplia de meios que favorecem o
bem-estar, mas que são também altamente poluentes e, por vezes, até induzem
vícios.»
D. Rui
Valério, bispo das Forças Armadas e de Segurança
«Uma das atitudes centrais para vivermos
assim é a celebração do sacramento da Penitência, também conhecido por
‘confissão’. O Papa Francisco, todos os anos, nos dá o exemplo, dirigindo-se a
um confessor e confessando-se à vista de todos. Sigamos o seu exemplo.»
D. Nuno
Brás, bispo do Funchal
«Que Maria santíssima nos ajude a viver,
com renovada esperança, este tempo forte da Quaresma, uma grande oportunidade
que Deus nos dá e nós desejamos aproveitar da melhor maneira.»
D. Manuel
Felício, bispo da Guarda
«Para a prática da oração, além de outras
formas ao gosto de cada um e das famílias, propomos e recomendamos novamente a
todo o povo de Deus o retiro popular, segundo o método da leitura orante da
Palavra de Deus, com o opúsculo ‘Chamados e enviados pelo Senhor’.»
D. António Marto,
bispo de Leiria-Fátima
«A Quaresma que iniciamos alarga-nos à
maneira divina de ver, julgar e agir, como em Cristo se revelou. À sua luz,
formaremos plenamente a consciência, nunca perdendo de vista a finalidade das
coisas, quando atendemos a cada uma em particular. Assim ganharemos a liberdade
de consciência, pois a verdade liberta. Assim faremos a objeção de consciência,
sempre que for o caso.»
D. Manuel
Clemente, Patriarca de Lisboa
«A autenticidade e a verdade, a caridade,
o exercício da comunhão vivificante com Cristo, que traduzimos tradicionalmente
nas atitudes de jejum, partilha e oração, são os grandes sinais da Quaresma.»
D. Antonino
Dias, bispo de Portalegre-Castelo Branco
«Vivamos esta quaresma cristãmente para
saborearmos e participarmos na alegria e na santidade do Ressuscitado.»
D. Manuel
Linda, bispo do Porto
«Caminhemos, então, aproveitando este
tempo favorável da Quaresma para retomar em nossas vidas a fonte da verdade e
do amor.»
D. José
Traquina, bispo de Santarém
«Não há verdadeiro compromisso religioso
sem esse partilhar o pão que mata a fome à mesa; a proximidade que aconchega os
solitários; a educação para as crianças sem futuro; a esperança para os que são
vítimas do sofrimento, do desconforto e do abandono; a fé para aqueles que não
chegaram ainda a perceber o amor e a vida do Pai do céu.»
D. José
Ornelas, bispo de Setúbal
«É tempo favorável, em especial, para
acolhermos o convite que precede e torna possível viver essa oferta da vida e
vitória sobre a morte da parte de Cristo.»
D. Anacleto
Oliveira, bispo de Viana do Castelo
«Percorrer este caminho de 40 dias com a
Igreja, favorecerá o reencontro com Cristo pascal e o assumir de uma identidade
cristã mais purificada, alegre e comprometida.»
D. António
Augusto, bispo de Vila Real
«[A Quaresma é] tempo privilegiado para
escutar a Palavra de Deus, tempo de conversão, de oração mais intensa, de jejum
mais fecundo e de esmola mais generosa, convida-nos a partilhar os nossos bens
com os mais necessitados.»
D. António
Luciano, bispo de Viseu
Filipe d'Avillez Rádio Renascença

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