O combate ao racismo e à impunidade com que se espezinha o outro passa muito pela educação

O combate ao racismo e à impunidade com que se espezinha o outro passa muito pela educação (que deve substituir a estratégia da competição pela lógica do trabalho em equipa e do respeito pelo outro) e por medidas que mostrem que a sociedade não pactua com aquilo que a dilacera e fecha sobre si.

É, acima de tudo, crucial cultivar o respeito integral por cada pessoa e pela dignidade intrínseca que tem por ser pessoa (e não por qualquer adereço secundário) o que carece de ser cultivado desde muito cedo. É fundamental conhecer testemunhos da história, daqueles que lutaram e continuam a lutar contra a discriminação e o racismo, como Mandela, Rosa Parks ou Martin Luther King; é fundamental aprender a não pactuar com atos, discursos e gestos que ferem a dignidade humana.

E é por isso que o que Marega fez no domingo foi transcendente. Porque foi um gesto que, se não tivesse existido, tinha deixado tudo no ponto em que estava. Porque nos fez tomar consciência do que somos e do tanto que temos ainda para andar. Nessa medida, foi um gesto redentor. Foi verdadeiramente um golaço, o grande golo da dignidade e da coragem.

Foto: Francisco Rebolo, Futebol (1936). Óleo sobre tela. Colecção particular.
Pintura reproduzida de http://www.arteeblog.com/2018/06

Para ler o texto integral, onde se assinalam as causas e os contextos do racismoSete Margens: Marega: o grande golo da dignidade e da coragem

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