10 dicas para uma boa comunicação na era do Papa Francisco

 
Quem fala em nome da Igreja tem uma enorme responsabilidade. Josefina Maradiaga pertence ao Catholic Voices, um grupo de católicos preocupados na comunicação que não distorça a mensagem dos Evangelhos. Juntamente com a Universidade Austral, na Argentina, ela preparou um curso para desenvolver essa habilidade de comunicação. Aqui, apresentamos os 10 ingredientes dessa receita:

1 – Procurar o lado positivo da crítica
Em vez de pensar nos argumentos que vamos ter de rebater na crença, filosofia, ideologia ou cultura de outros, pensemos nos valores de sabedoria que estão por trás desses argumentos. Isso tem um efeito cativante e permite ter uma discussão muito mais tranquila e ponderada.

2 – Contribuir com luz, não com calor
Como pessoas de fé, queremos lançar luz sobre temas difíceis, que já são acalorados por si só. O objetivo será deixar que entrem raios de luz sobre o tema e, dessa forma, abrir a discussão, respeitando o ponto de vista do outro e mantendo o seu.

3 – Cuidar do conteúdo
A boa comunicação serve-se de palavras simples para explicar ideias complexas. O objetivo é que os seus argumentos sejam compreendidos. Após cada comunicação, avaliar de acordo com estes critérios: ajudei os outros a entender melhor os ensinamentos ou posturas da Igreja?

4 – Não contar, mas mostrar
Geralmente, preferimos uma história a uma conferência. Prestamos mais atenção à experiência do que aos conceitos. Isso não quer dizer que não se devam utilizar argumentos. Mas, sempre que for possível, incluam-se metáforas ou anedotas sobre experiências pessoais ou situações hipotéticas que ajudem os outros a imaginar o que se quer dizer.

5 – Pensar em triângulo
Simplificar as ideias em três argumentos, e se só se conseguir falar sobre dois dos três, dar-se por satisfeito. O essencial é ordenar as ideias. Como método também ajuda este sistema triplo: anunciar sumariamente o que se vai dizer, dizê-lo e terminar recordando sinteticamente o que se disse.

6 – Ser positivo
A mensagem de Jesus é inspiradora. Ser positivo é conduzir a comunicação na linha da boa nova que a Igreja tem para as pessoas.

7 – Ser compassivo
O contrário de ser compassivos é ser intolerantes, quando assumimos que os valores que seguimos e defendemos estão a ameaçados e reagimos como se estivéssemos numa guerra de inimigos. Ser compassivo é poder entender a dor, a dúvida, a cólera, a expressão de ideias e emoções dos outros, relacionando-nos com eles de igual para igual.

8 – Estar bem preparados
Uma boa preparação favorece um debate que enriquece.

9 – Rezar antes de falar de Deus
Rezar antes de começar um debate é vital, não só para acalmar os nervos e separar o ego, mas também para nos lembrarmos de quem e do quê vamos falar. Rezemos para que o Espírito Santo esteja connosco e fale por intermédio de nós.

10 – Dar testemunho, não pensar em ganhar
Uma atitude de rivalidade e vitória, de ganhadores e perdedores, de “nós contra eles”, de bem contra o mal… Este é o idioma das batalhas e ataques, da guerra e da perseguição, mas não o de Jesus Cristo. O Mestre não fugiu a debates, mas não entrou em duelos. Qualquer desafio vivido por Jesus foi uma oportunidade de dar testemunhos, dissipar mal-entendidos, difundir a luz onde há mito e confusão, demonstrar empatia e compaixão, assim como uma visão mais profunda sobre o assunto.

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