Cada
um de nós vive cada momento à sua maneira. Com cada atitude,
manifestamos a nossa verdade e partilhamo-la com os outros. Isso é,
ao mesmo tempo, um processo de crescimento pessoal – para o bem ou
para o mal – e de solidariedade ou inimizade social.
Com
isto em mente, há aspetos da nossa vida que nos devemos orgulhar:
1.
Orgulhemo-nos do tempo gasto no crescimento pessoal
Os
mais sábios e felizes respeitam e aproveitam o tempo que tem; evitam
a perda desnecessária dele; e usam-no para crescer como pessoas ao
longo de toda a vida. Isso significa ler, escutar, ver, rezar,
conviver, relacionar-se, passear…
Há
quem, todavia, “envelheça” muito rápido, porque esgotou os seus
planos muito cedo: quando chegou ao que a sociedade diz ser a
“maturidade” (18 anos); quando casou, quando comprou casa ou
carro; quando se dedica inteiramente a uma carreira, em detrimento de
outras dimensões da sua existência.
Os
sábios não acreditam que o momento certo para dar o próximo passo
irá, de alguma forma mágica, acontecer amanhã, ou na próxima
semana, ou no próximo mês, ou no próximo ano, etc. O agora mesmo,
este instante, é, para eles, é um passo importantíssimo na
caminhada que é a vida.
2.
Orgulhemo-nos de viver os nossos princípios, valores e convicções
todos os dias
Estar
convicto de algo e viver de acordo com isso é ser verdadeiros. Quem
não o fizer, transforma a sua vida numa mentira, e acabará mal. A
verdade está no que é bom, belo, útil, faz bem – valores que se
associal ao coração. Por isso se diz «segue o teu coração».
3.
Orgulhemo-nos da alegria e da liberdade de ter uma mente aberta.
Mesmo
que fiquemos mais sábio com a idade, devemos lembrar-nos que o
entendimento de algo nunca é absoluto. O que hoje temos como certo,
amanhã pode facilmente ser acrescentado com a sabedoria dos outros
ou, pelo contrário, corrigido como errado. Assim, é sábio quem
respeita a vida como um crescimento contínuo e em movimento, e não
ter um ponto de vista fixo.
4.
Orgulhemo-nos de ter relacionamentos que nos fazem e que fazemos
crescer.
Há
pessoas que nos acrescentam algo (ou a quem acrescentamos algo) e
pessoas que nos completam (e a quem completamos). Viver é,
precisamente, ajudar e ser ajudado a encontrar o melhor de cada um
para o bem de todos.
5.
Orgulhemo-nos da nossa história pessoal de vida
Felizes
de nós se encontramos na nossa vida assunto para escrever uma
biografia que mereça ser lida pelos outros (ou que inspire uma
notícia, uma música, um filme). Para sermos recordados, é
suficiente isso: fazer algo que mereça a atenção e a empatia dos
outros.
6.
Orgulhemo-nos do lado proativo das surpresas da vida
Muito
mais importante do que o que acontece é o que escolhemos fazer com o
que acontece. E as opções são sempre abundantes. A vida que
vivemos é a que escolhemos viver.

Comentários
Enviar um comentário