«Não sejas incrédulo, nem crédulo, mas crente» - orando com S. Tomé na aparição de Jesus Ressuscitado
CONTRA O MEDO, A FÉ
O segundo domingo da Páscoa é uma lição sobre a pedagogia de
Jesus. Ele transforma discípulos medrosos em apóstolos intrépidos,
e conduz Tomé descente e afastado à fé e à comunhão com a
comunidade dos crentes.
CONTRA O MEDO, A FÉ
Após a morte de Jesus, os apóstolos e os discípulos fecham-se
dentro de casa com medo. Por causa desse temor, nem sequer são
capazes de acreditar no testemunho de Maria Madalena, que lhes
comunica ter visto o Senhor Ressuscitado. É que para crer, não
basta o anúncio, é necessária a experiência de encontro com o
Ressuscitado.
Como reação aos medos e incertezas dos seus amigos, Jesus
aparece-lhes e oferece-lhes o Espírito Santo. O Espírito renova-os,
transforma-os e ajuda-os a vencer os medos, porque a lição da
Páscoa que têm de aprender é que o amor não morre e a vida nunca
acaba. Aprendido isso, experimentam a Paz de Deus, que os torna
livres para dar testemunho do Evangelho.
Meditação: E eu, vivo com as
“portas” da minha vida fechadas por algum temor? Sou uma pessoa
aberta aos demais ou deixo que o medo feche o meu coração, me
paralise e me impeça de crescer?
Oração: Espírito Santo, fonte
perene de alegria e de paz, és Tu que abres ao divino chamamento o
coração e a mente; és Tu que tornas eficaz todo o impulso para o
bem, a verdade, a caridade. Amém.
Ação: Faço uma lista com os
“medos” e “temores” que tenho neste momento. Observo-os bem e
comprometo-me, sustentado/a no amor de Cristo por mim, a não me
deixar intimidar nem paralisar no meu crescimento humano e espiritual
por esses medos e temores.
JESUS ME ABENÇOE E ME DÊ A SUA PAZ
Jesus mostra aos seus discípulos as feridas das mãos e o lado
trespassado pela lança, sinais credíveis da sua Paixão e agora
também da sua Ressurreição, para que eles se convençam que não é
um fantasma.
Ato seguido, o Senhor dá-lhes a paz. Esta paz que Jesus dá não é
uma simples saudação, mas é a maior das bênçãos, é um dom que
oferece uma vastidão de possibilidades a cada pessoa para realizar a
sua felicidade. É um dom tão importante, que o Evangelho apresenta
Jesus em três momentos com a mesma saudação.
Meditação: O que significa para
mim hoje que Jesus me abençoe e me dê a sua paz?
Oração: Jesus, és a nossa
paz, porque és a manifestação perfeita da Misericórdia Divina.
Tu infundes no coração humano o amor misericordioso de Deus.
Maria, Mãe de Cristo e nossa paz, que no Calvário recebeste o seu
testamento de amor, ajuda-nos a ser testemunhas da sua misericórdia
infinita. Amém.
Ação: Que empenho posso
assumir para ir conseguindo a paz autêntica na minha vida e vencer
os obstáculos são um estorvo à paz que Jesus quer oferecer a toda
a gente?
«OS DISCÍPULOS FICARAM CHEIOS DE ALEGRIA
AO VEREM O SENHOR»
Como muda a situação dos discípulos no reencontro com Jesus! Ele,
que estava com eles antes, está com eles agora e nada nem ninguém
os poderá separar até ao fim dos tempos e até aos confins do
mundo. Um dos dons da Páscoa é a passagem do medo a uma alegria
arrebatadora.
Meditação: A celebração da
Páscoa produziu em mim alguma transformação? Em que consiste a
alegria da Páscoa? Como me anima a presença do Senhor ressuscitado?
A que me compromete a alegria de viver na sua presença?
Oração: À humanidade, neste
momento desfalecida e dominada pelo poder do mal, na forma de
pandemia, Senhor Ressuscitado, oferece como dom o teu amor que renova
continuamente o ânimo e a esperança.
Ação: Que hoje a minha alegria
e fé sejam postas em ação, em gestos de paz, serviço ou de
amizade.
«ASSIM COMO O PAI ME ENVIOU, TAMBÉM EU VOS
ENVIO A VÓS»
Não se trata de uma comparação, mas de uma continuidade. O Filho
de Deus propaga aos discípulos a sua própria missão que recebeu do
Pai.
Meditação: Em que situações
me dou conta que Jesus me diz: «Assim como o pai me enviou, também
eu te envio a ti»?
Oração: Oro-te, Jesus, por mim
e por cada um de nós, teus discípulos, a quem fazes o convite para
Te seguirmos mais de perto: que aprendamos de Ti a sermos filhos de
Deus; que nos sintamos entusiasmados a praticar e anunciar o
Evangelho. E se nos chamares a ser sacerdotes, ou leigos consagrados
ou leigas consagradas, ou ao matrimónio, que o façamos como missão
que Tu nos dás.
Ação: Vou perguntar ao Senhor
qual é a missão que tem para mim hoje e o que é que Ele quer de
mim para a minha vida.
«NÃO SEJAS INCRÉDULO, MAS CRENTE»
Jesus aceita a exigência de Tomé – «Se não vir nas suas mãos o
sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão
no seu lado, não acreditarei» – não tanto para satisfazer a sua
curiosidade, mas para o convidar a uma decisão mais profunda: a de
se tornar crente. O Senhor toma a iniciativa e diz-lhe: «Põe aqui o
teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu
lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé responde-Lhe: «Meu
Senhor e meu Deus!»
É admirável a pedagogia de Jesus, o modo como conduz Tomé à fé.
Ele não quer que alguém seja excluído da alegria pascal e, por
isso, intervém e recupera Tomé do ponto de afastamento em que se
encontra.
Meditação: Que exigências
coloco eu para acreditar em Jesus? Porquê o testemunho da Igreja não
é suficiente para que eu creia?
Ação: Hoje vou considerar a
importância de crer pessoalmente e de crescer na fé com a ajuda da
comunidade cristã, em particular, e da humanidade em geral, na sua
sabedoria e nos valores dos seus costumes. E vou tocar em Jesus, onde
o posso tocar: na Bíblia, Palavra de Deus, na Eucaristia, no
sacramento da reconciliação, no amor ao próximo.

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