Redescobrir a vocação


Descobrir a vocação é cada um procurar conhecer-se, compreender o seu projeto de vida à luz de Jesus Cristo, mediante perguntas como estas:
A que me chama Deus?
Se me encontrar com Jesus Cristo hoje, o que me diria Ele?
Que dom sou eu dentro do projeto de Salvação de Deus para a Humanidade?

Não há crise de vocações. Deus nunca deixa de chamar homens e mulheres para serem seus colaboradores no aperfeiçoamento das relações humanas.

A crise é, sobretudo, uma crise cultural. Há crise na cultura vocacional: crise de vocações ao matrimónio, à vida política, à vida sindical; à vida associativa. Isto é derivado da cultura reinante da incerteza, e da confusão causadas pelo relativismo e pelo vazio de ideais, de valores, de referências e modelos fortes. Acresce a cultura da distracção, sempre evasiva, que desvia das interrogações acerca do sentido da vida.

A crise vocacional na Igreja é crise de vivência e interpretação banal da fé, privada de toda a beleza, frescura, encanto, paixão, alegria e entusiasmo por Jesus Cristo e pelo Evangelho, privada do sentido de responsabilidade e de doação a Deus e aos irmãos.

O ocidente deu, no passado, numerosíssimas vocações e muitos missionários ao mundo. Hoje há crise vocacional, porque o jovem ocidental está marcado por situações de ruptura familiar, pelo isolamento, pelo subjectivismo, pela falta de líderes, pelo primado das emoções, pela recusa de opções definitivas, pela dificuldade em aceitar que exista a dor.

Por outro lado, os mesmos jovens procuram radicalidade, ideais, autenticidade, relacionamento pessoal com a divindade.

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