A superstição é um desvio do sentimento religioso, que consiste em
atribuir a objetos, práticas ou rituais uma espécie de poder
mágico. Manifesta-se como culto inadequado ao verdadeiro Deus, como
idolatria, adivinhação e na forma de práticas vãs, como a magia,
a bruxaria e as artes ocultas.
No Compêndio do Catecismo da Igreja Católica afirma-se que a
superstição é um «desvio do culto que rendemos ao verdadeiro Deus
» e assinala-se que se pode expressar também «sob as formas de
adivinhação, magia, bruxaria e espiritismo» (CIC 444-445).
A superstição «é como uma sombra da autêntica postura religiosa»
(Enciclopédia GER) e Santo Tomás de Aquino explica que ela existe
quando «se oferece culto divino a quem não é devido, ou a quem se
deve, mas de um modo impróprio (Suma Teologica 2-2 q92 a 1).
O Catecismo da Igreja Católica, por sua vez, ajuda-nos a
entender que a superstição é o desvio do sentimento religioso que
se encontra no coração de cada pessoa, dirigindo-se para outras
coisas que não são Deus. O Catecismo acrescenta que a superstição
pode afetar também o culto que prestamos ao verdadeiro Deus, quando
o fazemos indevidamente.
A superstição consiste numa série de crenças e práticas
irracionais que derivam da ignorância científica, do medo do
desconhecido e da falta de cultura da religião. As superstições
mais comuns são: bruxaria, adivinhação, magia, horóscopos,
astrologia e tudo o que diz respeito à corrente conhecida como Nova
Era.
O bom católico não crê em superstições, não recorre a quem diz
adivinhar o futuro ou o desconhecido – as cartomantes –, nem
pratica ou pede para praticar supostos atos de magia. É um pecado
contra o primeiro mandamento da Lei de Deus e uma falta de confiança
na misericórdia e providência divinas.
Em Calendário missionário 2020 Apóstolos da Palavra

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