Alguns princípios da ciência e da doutrina cristã que diferenciam a sexualidade humana da instintiva


«Duas pessoas conhecem-se, atraem-se e envolvem-se… é normal», dizem músicas, escritos, programas de televisão…
Todavia, esta sexualidade baseada nos instintos converte homens e mulheres em objetos que se usam e descartam.
Em vez disso, para a ciência e a doutrina cristã, há princípios que diferenciam a sexualidade humana da instintiva:

Património genético
O genoma humano tem 46 pares de cromossomas, 23 recebidos do pai e outros 23 da mãe, em que dois dos cromossomas são sexuais: XX determina o sexo feminino e XY, o sexo masculino.

Morfologia genital
A diferença sexual entre homem e mulher não se limita à genitalidade, mas reflete-se nas formas do corpo, no timbre da voz, na barba, nos sentimentos e outros aspetos psicológicos, por exemplo.

Instintos
A sexualidade não é um instinto de prazer. Na origem, é um instinto fundamental e primário do ser humano, com a finalidade de continuar a espécie gerando novos indivíduos. Todavia, ao gerar a atração entre pessoas, amplia o leque de experiências que promovem o relacionamento: o sorriso, o companheirismo, o carinho, etc.

Seres racionais
É a grande diferença entre a sexualidade humana e a dos restantes seres vivos: não é puro instinto, mas pressupõe, pelo uso da razão, critérios que esclarecem sobre o que é bom, verdadeiro e legítimo e o que não o é.

Vontade livre
A exercício da sexualidade é livre e responsável. Daí a noção de delito quando vivida sob coação.

Afetividade
Sexualidade com amor é união de intimidades, é fusão de duas pessoas na celebração do melhor que há nelas; mas quando não há amor, a sexualidade desumaniza.

Generosidade
A finalidade da sexualidade é a alegria do encontro. Toda a existência é sexuada e a sua função é dar ao mundo novas vidas (procriação) e novos modos de viver (progresso), como o enriquecimento.

Pela fé, acreditamos na fraternidade para além dos laços de sangue, na vida após a morte. A sobrevivência da espécie não é o único critério da existência.

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